Estado decretou emergência em 36 municípios; operações contam com seis aeronaves e cerca de 290 brigadistas do Ibama para conter o avanço do fogo

Com incêndios florestais e fumaça ameaçando comunidades e agravando os impactos ambientais no Amazonas, representantes de órgãos federais e estaduais reuniram-se na noite de sábado (10), na sede da Superintendência da Zona Franca de Manaus (Suframa), para alinhar ações emergenciais de combate às queimadas. A estratégia prevê reforço aéreo, mobilização de brigadistas e acompanhamento da Defesa Civil Nacional em um estado que decretou situação de emergência em 36 municípios.
O encontro reuniu representantes dos ministérios do Meio Ambiente e Mudança do Clima e da Integração e do Desenvolvimento Regional, além do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), do Ministério da Saúde, da Força Nacional e da própria Suframa. O objetivo é ampliar a cooperação entre as instituições, mobilizar recursos e fortalecer a capacidade de resposta diante do avanço dos incêndios.
As operações contam com seis aeronaves para apoio logístico e combate direto às chamas, incluindo aviões para lançamento de água e helicópteros para transporte de equipes. Cerca de 290 brigadistas do Ibama também foram mobilizados para atuar nas áreas atingidas. A Defesa Civil Nacional emitiu alertas sobre a concentração de fumaça e orientações para reduzir a exposição da população ao ar poluído.
Bombeiros negam recusa de apoio federal
Em nota, o Corpo de Bombeiros do Amazonas (CB) negou que o governo estadual tenha recusado ajuda do Governo Federal no combate aos incêndios. Segundo a corporação, o pedido de apoio foi formalizado em 18 de setembro e reiterado em reunião por videoconferência no dia 25 do mesmo mês, com destaque para a necessidade de aeronaves.
O CB explicou que as grandes distâncias e as dificuldades de acesso terrestre e fluvial tornam o reforço aéreo fundamental para alcançar focos de incêndio em áreas isoladas. A corporação também esclareceu que o Plano RESPAD prevê o envio de bombeiros militares de outros estados, condicionado à disponibilidade e à autorização dos respectivos governos estaduais, não sendo um recurso disponibilizado diretamente pela União.
O governo estadual reafirmou que permanece aberto à cooperação federal e municipal. A atuação integrada, segundo a nota, é essencial para ampliar a capacidade de resposta às queimadas e reduzir os danos ambientais, sociais e econômicos provocados pela emergência.


