Força-tarefa mobiliza 24 militares, drones com câmeras térmicas, cisternas e 11 mil litros de retardante para enfrentar focos em áreas de difícil acesso

Uma força-tarefa de São Paulo iniciou nesta segunda-feira (12) operações de combate aos incêndios florestais no Amazonas, com 24 bombeiros e equipamentos para localizar focos de calor e conter o avanço das chamas. A missão reúne drones com câmeras térmicas, cisternas, retardante de fogo e sistemas de comunicação via satélite para apoiar as equipes locais em regiões de acesso complexo.
Na primeira etapa, os militares fizeram o reconhecimento das áreas atingidas e identificaram focos ativos para orientar as estratégias de combate. O efetivo foi dividido em duas frentes: 12 bombeiros atuarão diretamente contra as chamas, enquanto os outros 12 ficarão responsáveis pelo reconhecimento e pela avaliação do terreno.
A logística é um dos principais obstáculos. Para chegar a determinados pontos, as equipes precisam percorrer cerca de uma hora de carro e até duas horas de caminhada por trilhas íngremes. Em alguns trechos, segundo integrantes da missão, o deslocamento a pé ultrapassa dois quilômetros, em meio à fumaça e à fuligem.
Os drones com câmeras térmicas ajudam a detectar focos encobertos pela vegetação e direcionar os militares em solo. O governo paulista também enviou cisternas com capacidade para 24 mil litros de água e 11 mil litros de retardante de incêndio, utilizado para aumentar a eficiência do combate e reduzir o risco de propagação das chamas.
A estrutura inclui ainda internet via satélite Starlink, painéis solares, geradores e outros equipamentos de apoio. Parte dos materiais chegou a Manaus na segunda-feira, enquanto o envio de cisternas, retardantes e equipamentos adicionais estava previsto para terça-feira (13).
O capitão Fabio Scapassassi, comandante da operação, informou que o reconhecimento permitiu identificar os principais focos ativos e preparar o início do combate direto. Já o tenente Ramatuel Diego Dantas, da Defesa Civil paulista, destacou a dificuldade de locomoção e a intensidade da fumaça em áreas atingidas.
A operação amplia a cooperação entre os governos estaduais diante dos incêndios florestais no Amazonas. A equipe paulista leva também a experiência adquirida durante a grave temporada de queimadas registrada em São Paulo em 2024.


