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Ministério da Saúde monitora impacto das queimadas no Amazonas

O Ministério da Saúde, em atuação conjunta com o Governo do Amazonas e prefeituras locais, intensificou o monitoramento dos impactos provocados pelas queimadas no Sistema Único de Saúde (SUS) no estado. A iniciativa visa articular medidas preventivas para garantir a continuidade do atendimento e assegurar o abastecimento de insumos essenciais à população. Até o momento, 12 municípios foram identificados como prioritários para receber suporte nos serviços de saúde.

Entre as principais ações em andamento, a pasta avalia a demanda e o consumo de oxigênio medicinal nos territórios, abrangendo inclusive os Distritos Sanitários Especiais Indígenas (DSEIs). Embora o fornecimento de oxigênio às unidades de saúde seja de responsabilidade das gestões locais, o Governo Federal mapeia a capacidade de produção e distribuição das empresas no país para intervir com compras diretas em eventuais cenários de emergência e calamidade pública.

Diagnóstico da rede e atenção a grupos vulneráveis

Uma equipe da Força Nacional do SUS (FN-SUS) atua no estado para elaborar um diagnóstico situacional detalhado da rede de assistência. A análise leva em consideração os riscos decorrentes da intensa exposição à fumaça, conhecida por agravar complicações respiratórias e cardiovasculares.

Os profissionais de saúde mantêm atenção redobrada aos grupos de maior vulnerabilidade, como crianças, idosos, gestantes e indivíduos com comorbidades preexistentes. O levantamento técnico servirá de base para reorganizar os fluxos de atendimento e preparar a infraestrutura hospitalar para possíveis picos de demanda.

Contexto de emergência no estado

A intervenção federal ocorre após o decreto de situação de emergência emitido para 36 municípios amazonenses devido ao avanço dos incêndios florestais. Em resposta à crise ambiental, operações do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) já combateram e extinguiram centenas de focos de incêndio no território estadual.

Para apoiar o combate em solo e a logística nas regiões de difícil acesso, foram mobilizadas 11 aeronaves — entre modelos Air Tractor, helicópteros de transporte, aeronaves de apoio logístico e um avião KC-390 operado pelas Forças Armadas para lançamento de grandes volumes de água.

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