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Estudo do Inpe alerta sobre emissões e força-tarefa extingue 338 incêndios no Amazonas

A combinação de desmatamento, queimadas e secas extremas comprometeu a capacidade da Amazônia de absorver carbono, transformando a floresta em uma fonte emissora de dióxido de carbono ($CO_2$). A conclusão é de um estudo liderado pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) e publicado na revista científica Nature, divulgada nesta quinta-feira (22), que analisou 15 anos de dados (2010 a 2024).

O levantamento aponta que a ao longo das últimas quatro décadas a precipitação na região caiu 8% — com queda de até 20% no auge da estação seca (agosto a outubro) —, enquanto a temperatura média anual subiu 1,13°C. O relatório reforça que a ação humana é a principal causadora dos incêndios: focos provocados por raios representaram apenas 1,6% dos casos em 2023 e 1% em 2024.

Força-Tarefa Federal Combate Incêndios no Estado

Em resposta ao cenário ambiental crítico, o governo federal extinguiu 338 incêndios florestais no Amazonas em uma operação integrada pelo Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima. A força-tarefa contabiliza:

  • Estrutura e Recursos: Emprego de 17 aeronaves (incluindo dois aviões KC-390 capacitados para lançar até 19 mil litros de água em sete segundos), 9 embarcações, 66 veículos e 422,4 horas de voo com o lançamento de 1,17 milhão de litros de água.
  • Efetivo Mobilizado: Atuação de 474 brigadistas do Ibama e ICMBio, 54 militares da FAB, 41 integrantes da Força Nacional e custeio das diárias de 116 bombeiros do Amazonas.
  • Queda nos Focos de Calor: Entre 13 e 19 de outubro, o estado registrou 363 focos de calor — uma redução de 641 ocorrências frente à semana anterior. As maiores concentrações ocorreram em Itacoatiara (44 focos), Lábrea (37) e Guajará (26).

Ações Emergenciais e Qualidade do Ar

Para mitigar os impactos, o governo federal repassou R$ 14,3 milhões em parcela única ao estado, instalou um Estado-Maior Conjunto das Forças Armadas em Manaus e inaugurou uma base da Força Nacional do SUS na capital. Durante a vigência do decreto de emergência, qualquer uso do fogo permanece proibido em todo o território amazonense, em conformidade com o Código Florestal e a Política Nacional de Manejo Integrado do Fogo.

Após 14 dias consecutivos de severa cobertura de fumaça, a chegada das chuvas entre a noite de quarta-feira (21) e esta quinta-feira (22) lavou a atmosfera. Dados do Sistema Eletrônico de Vigilância Ambiental (Selva/UEA) indicam que 14 dos 15 sensores em Manaus voltaram a registrar qualidade do ar classificada como “boa”, com ressalva moderada apenas para o bairro Coroado. No interior, os indicadores permanecem variáveis entre bons e muito ruins.

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