
A formalização de um comitê gestor, a realização de um diagnóstico profundo da coleta seletiva e a busca por soluções de infraestrutura para galpões de reciclagem são os pilares da nova fase do Projeto Pró-Catadores na capital amazonense. As medidas foram pactuadas durante reunião na sede do Executivo municipal entre o Sebrae Amazonas e gestores de diversas secretarias da Prefeitura de Manaus.
A iniciativa beneficia diretamente quatro cooperativas e cinco associações de catadores que atuam no município em 2026: Cooperativa Aliança, AMAR, Eco Cooperativa, ARPA, ACMARR, ASCAFIGUAMA, ASCARMAN, Coopcamare e Nova Recicla.
A Importância da Ação: Inclusão Social e Sustentabilidade
A estruturação do projeto representa um avanço crucial na política pública de sustentabilidade urbana de Manaus. Historicamente marginalizados na cadeia produtiva, os catadores de materiais recicláveis desempenham um papel socioambiental indispensável no manejo de resíduos e na logística reversa.
A articulação entre o Sebrae-AM e o Poder Público garante a inclusão socioprodutiva e econômica desses profissionais, garantindo-lhes segurança jurídica, melhores condições de trabalho, acesso a infraestrutura adequada e o reconhecimento formal como prestadores de serviços ambientais essenciais para a cidade.
Estrutura de Governança e Grupo de Trabalho
Para garantir agilidade jurídica, a formalização do Comitê Gestor do Pró-Catadores será iniciada por meio de portaria, sob solicitação direcionada à Secretaria Municipal do Trabalho, Empreendedorismo e Inovação (Semtepi).
Além disso, será criado um Grupo de Trabalho intersetorial envolvendo órgãos estratégicos da gestão municipal:
- Semef (Finanças)
- Semulsp (Limpeza Urbana)
- Semmasclima (Meio Ambiente, Sustentabilidade e Mudança do Clima)
- Ageman (Regulação)
- Semtepi (Trabalho e Empreendedorismo)
A governança visa criar mecanismos estáveis de acompanhamento das ações e assegurar a continuidade das políticas públicas para além de 2026.
Diagnóstico, Galpões e Novas Parcerias
No âmbito operacional, o grupo realizará um levantamento completo com a Semulsp para mapear os gargalos operacionais e administrativos da coleta seletiva em Manaus.
Para resolver a situação precária de infraestrutura dos espaços de triagem, será feita uma avaliação individual dos imóveis das cooperativas, buscando a regularização técnica e o apoio do Ministério Público do Amazonas (MPAM), além da destinação de prédios públicos ociosos. Parcerias com o setor privado, como a Associação Brasileira da Indústria de Higiene Pessoal, Perfumaria e Cosméticos (ABIHPEC), também estão no radar para alavancar investimentos em logística reversa e modernização das associações.


