
A Justiça do Amazonas deferiu o pedido de recuperação judicial do Hospital Beneficente Portuguesa, uma das instituições de saúde mais tradicionais da capital amazonense. A medida concedida nesta terça-feira (20) ao hospital um prazo de 60 dias para apresentar um plano estruturado de reorganização financeira e repactuação de seus débitos. Caso o planejamento não seja protocolado e aprovado dentro do período determinado, o processo poderá ser convertido em falência.
Dívidas de R$ 28,7 Milhões e Impactos Operacionais
Segundo o processo judicial, o passivo acumulado incluído na recuperação judicial soma aproximadamente R$ 28,7 milhões. Em sua petição, a administração do hospital apontou que a crise financeira foi agravada pelos reflexos da pandemia de Covid-19 e pelo encarecimento contínuo de insumos, medicamentos e equipamentos hospitalares nos últimos anos.
Fundado em 1873, o hospital beneficente passa por severas limitações em sua capacidade de atendimento:
- Situação Atual: Vistoria técnica determinada pelo Judiciário constatou que a unidade permanece realizando atendimentos ambulatoriais e consultas médicas.
- Leitos Desativados: Os leitos de internação encontram-se temporariamente paralisados e desativados devido à escassez de recursos financeiros para manutenção da estrutura de alta complexidade.
Suspensão de Cobranças e Próximos Passos
Com o deferimento do pedido, a Justiça determinou a suspensão por 180 dias de todas as execuções, cobranças e ações judiciais movidas contra a instituição referente às dívidas arroladas no processo.
A decisão judicial também nomeou uma administradora para acompanhar de perto a gestão e fiscalizar o cumprimento das etapas legais. A concessão da recuperação não quitou os débitos; cabe agora à Beneficente Portuguesa detalhar como pretende equalizar o caixa e honrar o pagamento aos credores nos próximos anos.


