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Defensoria Pública do Amazonas acompanha sorteio de urnas eletrônicas

Esta é a primeira vez que a Defensoria Pública participa da cerimônia de sorteio das urnas que passam pelos procedimentos de fiscalização do sistema eleitoral

A Defensoria Pública do Amazonas (DPAM) participou, neste fim de semana, do sorteio e da escolha das urnas eletrônicas selecionadas para os procedimentos de auditoria da votação no segundo turno das Eleições 2026. A instituição foi representada pela 2ª subdefensora pública geral, Sarah Lobo, que acompanhou a iniciativa promovida pelo Tribunal Regional Eleitoral do Amazonas (TRE-AM), voltada à transparência e à fiscalização do processo eleitoral.

Ao todo, foram selecionadas 23 urnas eletrônicas para três modalidades de auditoria: Teste de Integridade sem Biometria, Teste de Integridade com Biometria e Teste de Autenticidade dos Sistemas Eleitorais. A seleção contemplou seções eleitorais de Manaus e de municípios do interior do estado.

Para a 2ª subdefensora pública geral, Sarah Lobo, a participação da Defensoria Pública integra o acompanhamento institucional dos procedimentos de fiscalização da Justiça Eleitoral, que permitem verificar a regularidade dos sistemas utilizados na votação e ampliar a transparência do processo democrático.

“Este foi o primeiro ano que a Defensoria Pública participou como entidade fiscalizadora do processo eleitoral. Nossa instituição é um instrumento do regime democrático, então é muito importante que a gente participe desse momento de conferência da lisura do pleito”, destacou.

A cerimônia contou com a presença do vice-presidente do Superior Tribunal de Justiça (STJ), ministro Mauro Campbell Marques, além de representantes de instituições públicas, órgãos de controle e entidades fiscalizadoras.

Durante o evento, foram destacados os mecanismos de auditoria e os desafios logísticos para a realização das eleições no Amazonas, considerando as dimensões territoriais do estado e as particularidades de acesso às comunidades e aos locais de votação.

Como funcionam as auditorias

O Teste de Integridade verifica o funcionamento das urnas eletrônicas por meio de uma votação simulada. Durante o procedimento, votos registrados em cédulas de papel são inseridos nas urnas selecionadas, permitindo a comparação dos resultados. O processo ocorre paralelamente à votação oficial, das 7h às 16h, e é filmado e transmitido ao vivo pelas redes sociais.

Já o Teste de Autenticidade dos Sistemas Eleitorais é realizado no domingo, antes do início da votação, com o objetivo de verificar se os sistemas instalados nas urnas correspondem aos oficiais da Justiça Eleitoral.

Na modalidade com biometria, eleitores vinculados às seções sorteadas são convidados a participar da habilitação da urna utilizada na auditoria, mediante identificação biométrica. A participação nesse procedimento não substitui nem interfere no voto realizado na seção eleitoral oficial.

Para a realização dos testes de integridade, as urnas selecionadas são substituídas por equipamentos de contingência nos respectivos locais de votação e encaminhadas para os procedimentos de auditoria.

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