
Depois de o primeiro turno das eleições presidenciais registrar o maior índice de ausência às urnas desde 1998, o segundo turno da eleição presidencial de 2026 entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL) teve a menor abstenção desde 2006.
No dia 4 de outubro, 33,4 milhões de eleitores deixaram de votar, o equivalente a 21,08% do eleitorado, o maior percentual desde 1998. No domingo (25), a abstenção ficou em 19,22%, segundo dados do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), o que representa 30,5 milhões de ausentes.
O recuo vem em meio a uma trajetória de alta. No primeiro turno, a taxa subiu de 16,75% em 2006 para 18,12% em 2010, 19,39% em 2014, 20,33% em 2018, 20,95% em 2022 e 21,08% em 2026.
A Justiça Eleitoral vinha tentando conter as faltas. O presidente do TSE, Kassio Nunes Marques, disse que o tribunal pretendia intensificar as medidas de estímulo ao comparecimento no segundo turno. Eleitores que não votaram no primeiro turno não ficam impedidos de votar no segundo, desde que a situação eleitoral esteja regular.
Lula foi reeleito com 51,79% dos votos válidos, contra 48,21% de Flávio Bolsonaro, uma diferença de mais de 4,4 milhões de votos. Em 2022, para comparação, a abstenção foi de 20,95% no primeiro turno e de 20,59% no segundo.


