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Levantamento nacional alerta para risco sobre a flora e destaca desafios de preservação no Amazonas

Brasil Soma 3.730 Espécies de Plantas Ameaçadas de Extinção, Revela Novo Estudo

Um estudo abrangente sobre a biodiversidade brasileira revela que o país contabiliza 3.730 espécies de plantas sob algum grau de ameaça de extinção. Os dados refletem o impacto contínuo do desmatamento, das queimadas e da conversão de áreas naturais em solos agrícolas e urbanos, colocando em risco a manutenção de ecossistemas vitais e a riqueza botânica única do território nacional.

A lista inclui espécies emblemáticas de diversos biomas brasileiros — como a Mata Atlântica e o Cerrado, historicamente mais fragmentados —, mas acende um alerta vermelho sobre a necessidade urgente de expansão das redes de conservação e de políticas públicas de preservação da flora.

Entre as principais mudanças está a classificação do pau-brasil (Paubrasilia echinata), que passou de “Em Perigo” para “Criticamente em Perigo”, categoria que representa o nível mais elevado de ameaça.

A atualização também incluiu a sempre-viva (Paepalanthus rupestris), a planta carnívora (Philcoxia minensis) e uma subespécie do pequizeiro (Caryocar brasiliense subsp. intermedium). As três foram classificadas como “Em Perigo”.

Panorama da Flora e os Desafios no Amazonas

Embora o bioma amazônico seja reconhecido como a maior floresta tropical do planeta e detentor de expressiva biodiversidade, a flora do Amazonas enfrenta crescentes pressões que elevam o risco para espécies nativas e raras:

  • Pressões Ambientais e Estiagens Severeas: A combinação de períodos prolongados de seca rigorosa e o aumento dos focos de incêndio florestal no interior do estado degrada o microclima e compromete habitats essenciais de árvores centenárias, orquídeas, bromélias e plantas medicinais nativas.
  • Espécies Vulneráveis: No Amazonas, o avanço do desmatamento em áreas de expansão e nas margens de calhas de rios coloca em perigo árvores de grande porte de interesse ecológico e econômico, como a castanheira-da-amazônia, o pau-rosa e a seringueira, além de espécies endêmicas que ocorrem apenas em ecossistemas específicos, como os igapós e os campinares.
  • Ações de Monitoramento e Conservação: Órgãos de proteção ambiental estaduais e federais, em conjunto com institutos de pesquisa sediados em Manaus — como o Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa) e a Universidade Federal do Amazonas (Ufam) —, intensificam o mapeamento botânico e a criação de bancos de germoplasma para salvaguardar o patrimônio genético amazonense e orientar a criação de novas Unidades de Conservação (UCs).

O mapeamento reforça a urgência de fortalecer a fiscalização, incentivar a bioeconomia sustentável e promover a recuperação de áreas degradadas para garantir a sobrevivência das espécies vegetais no Brasil e na Amazônia.

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