Portal Você Online

Condenado por golpes no AM com criptomoedas preso em SP

Polícia de São Paulo prende suspeito de roubar R$ 45 milhões em golpe de criptomoedas no Estado amazonense.

ondenado a oito anos de prisão pelo crime de estelionato, o amazonense Josué Victor Almeida de Figueiredo Medeiros, de 29 anos, foi preso no último sábado (31) por policiais militares enquanto caminhava por uma rua no centro de São Paulo.

Josué foi localizado por meio do sistema Muralha Paulista, que cruza imagens capturadas por câmeras de vigilância espalhadas pela capital paulista com dados de sistemas de segurança, incluindo o BNMP (Banco Nacional de Mandados de Prisão), do CNJ (Conselho Nacional de Justiça).

De acordo com a Polícia Militar de São Paulo, uma guarnição foi alertada pelo aplicativo de que um homem procurado pela Justiça estava transitando nas imediações da Praça Charles Miller.

Os policiais iniciaram o patrulhamento pela área e localizaram o homem na Rua Itajobi, bairro Perdizes. Durante a abordagem, confirmaram que se tratava de Josué Victor e que ele era procurado pela Justiça do Amazonas em razão de uma condenação pelo crime de estelionato.

Golpes com criptomoedas

Josué Victor, o pai dele, Josué Viana Medeiros, e a namorada, Taynah Almeida Amoedo, foram investigados pela Polícia Civil por aplicar golpes envolvendo falsos investimentos em criptomoedas contra cerca de 300 vítimas. Segundo a polícia, eles movimentaram R$ 45 milhões com o esquema.

O grupo prometia lucro de 10% ao mês a pessoas interessadas em investir no negócio. Segundo a Polícia Civil, após receber o dinheiro dos investidores, os envolvidos chegavam a pagar os rendimentos prometidos por até três meses, mas depois desapareciam com os valores investidos.

Em janeiro de 2022, Josué Viana foi preso pela PRF (Polícia Rodoviária Federal) em Santarém (PA) em um ônibus que ia para Belém (PA).

O grupo foi denunciado pelo MP-AM (Ministério Público do Amazonas) em março de 2022 pelo crime de estelionato contra um casal que acreditava que receberia o lucro prometido. Com as duas vítimas, os envolvidos obtiveram cerca de R$ 5 milhões.

Em junho de 2025, Josué foi condenado a oito anos de reclusão em regime fechado. Taynah recebeu pena de cinco anos e oito meses em regime semiaberto, enquanto Josué Viana foi condenado a três anos e dez meses, também em regime semiaberto.

Na ocasião, o juiz Anésio Rocha Pinheiro, da 9ª Vara Criminal de Manaus, revogou as ordens de prisão preventiva expedidas contra Josué Victor e Taynah Almeida, permitindo que ambos recorressem em liberdade.

O magistrado determinou que eles passassem a usar tornozeleira eletrônica, participassem do projeto Reeducar, voltado à ressocialização, e informassem suas atividades à Justiça.

“Expeçam-se os competentes contramandados de prisão no BNMP em face dos réus Josué Victor Almeida Figueiredo e Taynah Almeida Amoedo para que os mesmos não sejam presos indevidamente e se comuniquem de forma adequada no sistema”, diz trecho da sentença.

Em fevereiro deste ano, no entanto, após constatar que não havia mais recursos pendentes de julgamento, Anésio Pinheiro determinou o cumprimento das penas.

A ordem de prisão contra Josué foi cumprida pelos policiais militares de São Paulo no último sábado (31).

“Diante dos fatos e da constatação da existência do mandado de prisão em aberto em desfavor de Josué, a equipe deu fiel cumprimento à ordem judicial, sendo-lhe cientificados seus direitos constitucionais”, diz o relatório da PM de São Paulo.

Lavagem de dinheiro

Josué Victor passou a ser procurado pela polícia em novembro de 2021, quando a Polícia Civil do Amazonas deflagrou a Operação Blockchain Fake para desarticular o esquema financeiro criminoso.

Na ocasião, a Polícia Civil apreendeu um carro McLaren avaliado em R$ 2 milhões, em Brasília, e uma Ferrari Spider avaliada em R$ 3 milhões, em São Paulo.

A operação também alcançou o proprietário de uma loja de veículos importados localizada no bairro Parque das Laranjeiras, zona centro-sul de Manaus. Na casa dele, os policiais apreenderam outros três carros de luxo, avaliados em R$ 1 milhão: um Mini Cooper JCW GP, uma BMW 5 e um Troller.

O delegado Denis Pinho, da Derfd, afirmou, à época, que o grupo lavava dinheiro por meio da loja, simulando a compra de veículos importados de marcas como McLaren, Ferrari e Land Rover.

“A gente passou a perceber que eles tinham o hábito de usar dessa manobra. Nenhum desses veículos era colocado no nome dos suspeitos. Eles usavam o CNPJ da empresa”, disse, à época, o delegado Denis Pinho.

Notícias Relacionadas

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *