
A Câmara dos Deputados aceitou um pedido do presidente nacional do PSL, Luciano Bivar, e suspendeu, nesta quarta-feira, 4, doze deputados federais do partido por um ano. A decisão, publicada no Diário Oficial da Câmara, prevê que os parlamentares “ficam afastados de qualquer função de liderança e vice-liderança bem como ficam impedidos de orientar a bancada em nome do partido, representar a agremiação e de participar da escolha do líder da bancada durante o período de desligamento”.
A Executiva Nacional do PSL decidiu afastar das funções o terceiro filho do presidente da República, deputado Eduardo Bolsonaro (SP), e mais 11 deputados. Estão suspensos também, os deputados Aline Sleutjes, Bibo Nunes, Carlos Jordy, Caroline de Toni, Daniel Silveira, General Girão, Filipe Barros, Cabo Junio, Hélio Lopes, Márcio Labre, Sanderson e Vitor Hugo, líder do governo na Câmara.
Com a suspensão das atividades partidárias de Eduardo, a nova líder escolhida da sigla é a deputada Joice Hasselmann (SP).
O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), já foi notificado da decisão. As informações foram confirmadas ao Congresso em Foco pelo vice-presidente da legenda, deputado Júnior Bozzella (SP).Leia mais
Bolsonaro x PSL
A suspensão é mais um capítulo da disputa entre bivaristas e bolsonaristas pelo comando da legenda. A briga interna atinge o partido desde outubro do ano passado, quando o presidente Jair Bolsonaro, então filiado ao PSL, disse a um apoiador para “esquecer” a legenda.
Em novembro, o presidente Jair Bolsonaro e o seu filho mais velho, o senador Flávio Bolsonaro, assinaram carta de desfiliação do PSL.
O grupo político do presidente da República na Câmara dos Deputados também vai sair do partido para participar da fundação de uma nova legenda chamada de Aliança pelo Brasil. O ex-ministro do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) Admar Gonzaga e a advogada Karina Kufa são os responsáveis pela estratégia jurídica da criação da legenda em gestação.


