
BNDES anunciou na tarde deste domingo um pacote de medidas que somam R$ 55 bilhões. O objetivo é ajudar na geração de caixa das empresas e manter mais de dois milhões de empregos. O valor é 91% do volume de recursos desembolsados no ano passado pelo banco de fomento, de R$ 60 bilhões. Ao longo das últimas semanas, o Ministério da Economia já havia anunciado medidas que significaram a injeção de R$ 179,6 bilhões. Bancos públicos e privados também estão adiando o pagamento de dívidas e promovendo o corte de juros em algumas linhas após a decisão do Banco Central de reduzir a taxa Selic.
Segundo o banco, entre as medidas aprovadas de forma emergencial, foram transferidos R$ 20 bilhões do Fundo PIS-PASEP para o Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS). O objetivo é permitir que o trabalhador possa sacar parte desses recursos. Além disso, houve a suspensão de até seis meses para o pagamentos das parcelas de financiamentos diretos e indiretos para empresas no valor de R$ 30 bilhões. As pequenas e médias empresas (as PMEs) terão, através de bancos parceiros, uma ampliação em linhas de crédito no valor de R$ 5 bilhões.
“As medidas são de extrema importância. São medidas iniciais e fazem jus ao S de social”, disse o presidente Jair Bolsonaro, que participou de uma transmissão ao vivo feito pelo presidente do BNDES, Gustavo Montezano.
Segundo ele, as medidas vão tranquilidade e novas medidas virão para reduzir os impactos que atinge os brasileiros nesse momento. “O coronavírus é uma coisa preocupante sim. Estamos focados nessa questão. Tenho certeza que essas medidas virão no sentido da manutenção de empregos, que é uma coisa importante”, disse Montezano.
O BNDES esclareceu que o pedido de suspensão dos empréstimos por até seis meses deve ser encaminhado ao BNDES. No caso das operações indiretas, a interrupção deverá ser negociada com o banco que concedeu o financiamento. O prazo total do crédito será mantido e não haverá a incidência de juros de mora durante o período de suspensão. Serão atendidos com a ação setores como o de petróleo, infraestrutura, saúde, indústria e comércio. Dos R$ 30 bilhões, R$ 19 bilhões são de operações diretas e R$ 11 bilhões em indiretas.
Durante sua apresentação, Montezano destacou que para poder suspender o pagamento das parcelas dos financiamentos por seis meses a empresa não pode estar em recuperação judicial. No caso da ampliação da oferta de crédito para as pequenas e médias empresas, ele disse que a medida vale para companhias com até R$ 300 milhões de faturamento anual.
“Haverá carência de 24 meses com um prazo total de até 60 meses. O limite de crédito por pequena e média empresa será de R$ 70 milhões. A empresa não vai precisar especificar a destinação dos recursos. Estamos fazendo uma abordagem transversal. Todas as empresas na carteira do BNDES estão sendo beneficiados, finalizou.


