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Governo compra R$ 322 milhões em respiradores de empresa brasileira

Ministério da Saúde assinou o primeiro contrato de compra de equipamentos que serão distribuídos aos estados 

O Ministério da Saúde fechou um contrato de cerca de R$ 322 milhões com a empresa paulista Magnamed para compra de respiradores que serão distribuídos para os estados e vão equipar UTIs (Unidades de Tratamento Intensivo) no tratamento de casos graves de covid-19 no país. O governo federal fechou a compra de pelo menos 6.500 respiradores, conforme deve ser anunciado em coletiva nesta quarta-feira, 8. A leva começa a ser fabricada nos próximos dias pela empresa brasileira Magnamed, especializada no segmento. O prazo de entrega será de até 180 dias.

A fabricação também terá parceria de empresas de outros segmentos que estão se juntando às fabricantes de respiradores para alavancar a produção. No caso da leva encomendada pelo governo, estão na parceria empresas como Suzano e Klabin, de papel e celulose, a montadora Fiat, e as fabricantes de eletrônicos Positivo e Flextronics — esta última fabrica dispositivos para empresas de tecnologia parceiras em Sorocaba, no interior de São Paulo.

Essas companhias, no geral, cedem a linha de produção para fabricar os respiradores. Como o respirador é um item de alta tecnologia e de fabricação complexa, o modelo a ser produzido pelas parceiras segue a patente das empresas especializadas. Além da Magnamed, produzem respiradores no Brasil fabricantes nacionais como a Leitsung, VentLogos e KTK. A Leitsung já havia anunciado em março parceria com a empresa de energia WEG, que usaria sua linha de produção para fazer os respiradores licenciados pela companhia especializada — segundo a WEG, serão 50 respiradores por dia.

Cada respirador é avaliado em cerca de R$ 50 mil e, de acordo com o contrato, eles devem ser entregues em até 180 dias, conforme forem produzidos.

Respiradores confiscados – A empresa, que tem sede em Cotia, na Grande São Paulo, é uma das quatro montadoras de equipamentos médicos no país especializadas principalmente em instrumentos que equipam UTIs, e no ínicio da crise, chegou a ter parte de seu estoque confiscado em uma ação da Prefeitura de Cotia, que foram devolvidos após determinação do Ministério Público.

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