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Oncologista cotado para ministério já está em Brasília

Veja outros nomes que estão na lista de Bolsonaro para substituir Mandetta

Oncologista Nelson Teich está em Brasilia para reunião com o presidente , porém outros nomes para a substituição de Mandetta são avaliados

O oncologista Nelson Teich, um dos nomes especulados como possível substituto de Luiz Henrique Mandetta no Ministério de Saúde, já está em Brasília para se reunir com o presidente Jair Bolsonaro. Teich não quis falar com os repórteres no aeroporto.

Em artigo recente sobre a pandemia, Teich se mostrou a favor do isolamento horizontal, como Mandetta. “Diante da falta de informações detalhadas e completas do comportamento, da morbidade e da letalidade da Covid-19, e com a possibilidade do Sistema de Saúde não ser capaz de absorver a demanda crescente de pacientes, a opção pelo isolamento horizontal, onde toda a população que não executa atividades essenciais precisa seguir medidas de distanciamento social, é a melhor estratégia no momento”, escreveu ele no dia 3 de abril.

Teich vai conversar com Bolsonaro sobre pontos que considera fundamentais para o combate ao coronavírus. Um deles é a testagem em massa da população.

Quem são os cotados para substituir Mandetta no Ministério da Saúde

Ala ligada a entidades médicas, porém, ainda tenta viabilizar a permanência de Mandetta. Membros da Frente Parlamentar de Medicina no Congresso e de entidades decidiram ontem tentar marcar reuniões com Mandetta e Bolsonaro para atuar como “bombeiros”. Os nomes do deputado Osmar Terra e do presidente da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), Antonio Barra Torres, perderam força no Planalto, apesar de eles terem a confiança de Bolsonaro. A leitura é que a escolha de um destes não seria bem aceita no Congresso e entre entidades médicas, por causa da mudança radical de discurso que eles levariam ao ministério.

Na lista de cotados ao cargo de Mandetta aparece ainda Claudio Lottemberg, presidente do Conselho do Hospital Israelita Albert Einstein. O nome, no entanto, teria se desgastado por ele presidir o LIDE Saúde, grupo ligado ao governador de São Paulo, João Doria (PSDB), desafeto de Bolsonaro.

Defensora do uso da hidroxicloroquina, a oncologista Nise Yamaguchi também teria perdido força por ter pouco apoio da classe médica. A diretora Ciência e Inovação da Sociedade Brasileira de Cardiologia, Ludhmila Hajjar, é outra citada como possível substituta do ministro, mas ainda vista como pouco provável.

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