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Bolsonaro manda recado: ‘União não é fonte eterna de recursos’

O presidente Jair Bolsonaro apresentou oficialmente o novo ministro da Saúde Nelson Teich, em substituição a Luiz Henrique Mandetta, durante pronunciamento nesta tarde (16), no Palácio do Planalto. “Foi um divórcio consensual”, resumiu o presidente da República, com relação a troca de titulares no comando do Ministério da Saúde. Na ocasião, Bolsonaro cutucou governadores, prefeitos, parlamentares, judiciário e parte da imprensa sobre o que chamou de gastos exagerados porque “o governo não é uma fonte de recursos eterna e o preço a pagar será alto”

Bolsonaro mais uma vez insistiu que é preciso retomar as atividades econômicas o mais rapidamente possível, mas de forma flexível e responsável. “Não se pode tratar um paciente com duas doenças, curar uma e deixar ele morrer de outra”, disse o presidente numa referência ao impasse entre a saúde e a economia. Segundo ele, as pessoas não podem mais ficar em casa esperando e nem o governo terá fôlego para aguentar muito tempo porque já gastou R$ 600 bilhões, pode chegar a R$ 1 trilhão e a conta vai chegar.

Na ocasião mandou um recado para governadores, prefeitos, legislativo e judiciário. Avisou que o governo federal não é uma fonte eterna de recursos e que a conta é de responsabilidade de quem tomou decisões equivocadas e erradas porque do contrário quem vai pagar a conta não é a União, mas o povo brasileiro. Aproveitou e falou que vai sempre defender os direitos civis e não tirar a liberdade de ninguém, mandar prender e que somente o governo federal pode decretar Estado de Sítio e colocar o Exército nas ruas.

Posse

Em seguida, o presidente apresentou Teich falando que a equipe dele começa a trabalhar imediatamente alinhado com ele e o Ministério da Saúde. O novo titular da pasta da saúde informou que vai haver qualquer definição brusca, que se tenha informação cada vez maior para tomar decisões. “Como tem pouca informação é tudo muito confuso e se parte parte para o tudo ou nada”.

Segundo ele, tem que se decidir a melhor forma de isolamento e o distancionamento, cada vez mais baseada em informação sólida. “Quanto ao isolamento, ao distanciamento social, não haverá nenhuma mudança cirúrgica radical, disse o oncologista.

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