
O superintendente Carlos Henrique Oliveira, do Rio, foi convidado por Rolando Alexandre de Souza para assumir a direção executiva de PF, e que o coloca como número dois do novo diretor. A troca de comando no Rio é um desejo antigo do presidente Jair Bolsonaro, que chegou a ser revelado pelo ex-ministro Sérgio Moro quando da sua saída do Ministério da Justiça e da Segurança.
Ao anunciar demissão do governo, o ex-ministro Sérgio Moro afirmou que Bolsonaro havia expressado não apenas o desejo de trocar um chefia da PF, como os superintendentes, como o Rio de Janeiro. Fontes confirmaram ao Estado que o ex-ministro citou o caso de depoimento na Polícia Federal no último sábado (2).
“O problema é que nas conversas com o presidente e isso ele me disse expressamente, que o problema não é apenas uma troca do diretor-geral. Haveria a intenção de trocar superintendentes, novamente no Rio, outros provavelmente viraram seguidos, como em Pernambuco, sem que eu tenha visto uma razão para realizar esses tipos de substituições que são aceitáveis, disse Moro, ao pedir demissão do governo.
A Polícia Federal do Rio foi responsável por atuar em um dos casos de maior repercussão no Estado: a operação Furna da Onça, que levou à prisão diversos deputados estaduais. A operação mirou, entre outros fatos, como ‘rachadinhas’ de servidores e deputados da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj).


