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Vendas o Dia das Mães em 2020 devem registrar queda de 60%

Em todo o país, o comércio estima queda de 60% nas vendas para o Dia das Mães deste ano, na comparação com 2019. O índice é o pior dos últimos 16 anos, quando a Confederação Nacional do Comércio (CNC) passou a contabilizar os dados. Em 2019, o comércio faturou R$ 9,6 bilhões na data comemorativa. Neste ano, a expectativa não passa de R$ 4 bilhões – desempenho semelhante ao ano de 2008, quando o mundo inteiro enfrentou uma crise financeira.

Nos estados de São Paulo, do Rio de Janeiro e de Minas Gerais, que respondem por quase metade da movimentação de venda do país para os Dias das Mães, as reduções estimadas nas vendas são de 58%, 47% e 46%, respectivamente.

Dia das mães em meio à pandemia – Para o economista, Fabio Bentes, o dia das mães de 2020 não vai deixar boas lembranças para o varejo. “O isolamento social, o fechamento de lojas e todo estrago provocado na economia, com queda na renda, restrição no crédito e queda na confiança do consumidor, devem fazer com que a data tenha um desempenho muito ruim, com uma queda inédita no volume de vendas”, diz o economista. 

O desempenho para o Dia das Mães será ainda pior do que o registrado na Páscoa deste ano, quando a Confederação Nacional do Comércio registrou queda de 35% nas vendas. Isso porque estabelecimentos que vendem produtos voltados para a Páscoa, como supermercados, estavam abertos, diferente de segmentos importantes para a data comemorativa, como vestuário, móveis, eletrodomésticos e itens de informática. 

Para os setores de comércio e de serviços, por exemplo, o Dia das Mães é a segunda melhor data do ano, atrás apenas do Natal. Por isso, entidades que representam o setor avaliaram a possibilidade de adiar a comemoração para os meses de junho ou julho.

Em reunião com empresários o governador de São Paulo, João Doria, chegou a sugerir o adiamento para o mês de agosto. Como a data comemorativa é comercial e não está prevista nos calendários federal, estadual ou municipal, caberia às associações entrarem em consenso, o que não aconteceu.

Mas se por um lado os setores de comércio e serviços estimam quedas significativas nas vendas dos Dias das Mães, por outro, as vendas pela internet devem crescer. A Ebit Nielsen, empresa que mensura e analisa dados, prevê crescimento de 40% no e-commerce, na comparação com 2019. No ano passado, o e-commerce movimentou mais de R$ 2,2 bilhões nas vendas, sendo moda e perfumaria as categorias mais vendidas em volume de pedidos

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