
O desembargador do Tribunal de Justiça do Amazonas, Aristóteles Lima Thury, deu um prazo de dez dias para que a Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam) receba o pedido de cassação do presidente da Casa, Josué Neto (PRTB), feito pela a Associação Mãos Amigas (AMA), que há uma semana tenta protocolar a denúncia sem sucesso.
A Justiça intimou Josué Neto a justificar a dificuldade ou motivo pelo qual não recebe a denúncia da associação, que alega quebra de decoro parlamentar do deputado por contratar funcionário que não aparece para trabalhar em seu gabinete na Aleam.
A AMA recorreu ao Judiciário e na quinta-feira (7), Aristóteles Thury acatou o mandado de segurança da associação. A AMA argumentou ainda na sua exposição de motivos que Josué tratou de forma diferente o processo de impeachment aberto por ele contra Wilson Lima e o vice, Carlos Almeida – recebeu a denúncia com erros, orientou os denunciantes para corregir as falhas e, em uma semana, aceitou e anunciou a abertura do impeachment contra o Lima e Almeida.
O pedido de cassação da AMA contra Josué Neto se baseia na denúncia de que o parlamentar empregou assessor, em cargo comissionado, sem que este tenha prestado um único dia de trabalho na Assembleia. O servidor é José Augusto Albuquerque de Oliveira, nomeado como Assessor da Diretoria, em 2 de março, no Diário Eletrônico da Aleam, com salários de R$ 5 mil.


