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Josué é pressionado contra impeachment e suspende sessões na Aleam

Sessões virtuais, pela manhã e a tarde, para formar a comissão do processo de impedimento foram suspensas, após deputados se declararem contrários ao presidente da Casa

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O presidente da Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam), Josué Neto (PRTB), enfrenta forte resistência no processo de impeachment do governador Wilson Lima, em que ele é o maior beneficiado assumindo a cadeira do Executivo do Estado, em caso de decisão favorável. A vice-presidente do legislativo amazonense, Alessandra Campello (MDB) e outros deputados afirmam que Neto tem um impedimento ético e natural para julgar o processo.

As duas sessões virtuais realizadas hoje (12), de manhã e à tarde, para a criação da comissão do impedimento, foram suspensas por Neto depois que alguns deputados se manifestarem contra. Houve uma discussão e confusão e a transmissão foi cortada por ele, com retorno previsto para amanhã, quarta-feira (13). Alessandra Campello, Dr. Gomes (PSC) e Joana Darc (PL), foram unanimes em afirmar que Josué Neto é suspeito para conduzir o processo por motivos óbvios.

Para Alessandra Campello, existe um impedimento da presidência da Casa em julgar o impeachment porque ela é a sucessora natural. Ela afirma que Josué Neto juntou denuncias contra o vice e o governador em um mesmo processo, “de maneira inédita, no Brasil e no mundo”, segundo Campello, enfatizando que o presidente é o maior beneficiário natural da ação.

“Há razão para manter a isenção. Você não pode ter interesse pessoal, próprio. Ele (Josué) virou juiz da própria causa, inclusive o próprio código do Processo Civil diz que nenhuma pessoa pode ser juiz da própria causa”, explica Campello, que faz parte do bloco governista na Aleam.

A deputada também questionou as sessões virtuais, que estariam atrapalhando os debates e criando dificuldades no seu trabalho de assinar e protocolar documentos. Ela é favorável ao retorno da plenária presencial dos parlamentares e cita a decisão da própria Aleam de liberar a aglomeração em cultos religiosos pelo legislativo como exemplo.

Campello disse que vem sendo boicotada pela presidência da Aleam e que na sessão, onde Josué Neto leu o pedido do impeachment, o seu microfone ficou foram do ar toda a manhã. “Um técnico veio na minha casa e testou em outras aplicativos em outras reuniões e funcionou. Soube pela equipe técnica da Assembleia que é possível controlar o sistema de áudio e vídeo de lá”, se queixou a deputada.

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