
Nem a chuva que desabou na manhã desta segunda-feira (1) segurou o manauara em casa. Os quase dois meses de isolamento levou milhares de pessoas aos shoppings e lojas de ruas do centro de Manaus, no primeiro dia de abertura do comércio na cidade pelo governo do Amazonas;
Os shoppings tiverem filas nas portas. Funcionários fizeram o monitoramento individual dos clientes e controlaram o acesso do público para manter os 50% de ocupação dos centros de compras. O horário também foi reduzido nesses empreendimentos, que abriram mais tarde (12h) e fecharam mais cedo, às 20h.
No centro da cidade, as pessoas se protegiam da chuva embaixo das marquises dos prédios ou dentro das lojas. Muitos estabelecimentos baixaram suas portas para conter o excesso de pessoas. Outros ofereciam álcool em gel e orientavam para o uso obrigatório de máscaras.
Em meio a movimentação intensa no centro da cidade, a maior parte das pessoas usavam máscaras. As ruas Marechal Deodoro, Guilherme Moreira e Marcílio Dias, estiveram cheias durante o dia. Elas são o termômetro do comércio popular da cidade, mais conhecido como “bate-palmas”.
Na Avenida Djalma Batista, uma das principais vias de ligação entre o Centro e os bairros da Zona Norte, o movimento foi maior de que nos últimos dias, mas não chegou a ter congestionamento e fluiu sem retenções nos horários de pico.

Chuva
A chuva que não esfriou os ânimos de quem se arriscou a sair de casa, criou problemas em algumas regiões da cidade. Riscos de desabamentos, deslizamentos, alagações, queda de muro e árvores, foram registrados pela Defesa Civil Municipal.
Ao todo foram 12 ocorrências. No bairro Francisca Mendes, na Zona Oeste, um barranco cedeu. No Alfredo Nascimento, na Zona Norte, a água de um igarapé arrastou uma ponte de madeira que ligava o bairro a área conhecida como Fazendinha.
De acordo com os dados do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), a média de chuva foi de 20 milímetros na cidade. Além dos pluviômetros, o monitoramento nas áreas de risco da cidade é realizado diariamente pela Defesa Civil e conta com o reforço dos Núcleos de Proteção e Defesas Civis nas comunidades (Nupdecs), formados por voluntários.


