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Marinha celebra 40 anos da visita do Papa João Paulo II a Flotilha do Amazonas

O mês de julho tem um siginificado especial para a Flotilha do Amazonas e para toda a Marinha do Brasil. No dia 11 de julho de 1980 a esquadra da Base Naval do Rio Negro recebeu a visita do Papa João Paulo II, que embarcou no Navio Patrulha Fluvial (NPaFlu) “Pedro Teixeira”, e navegou pelas água dos rios Amazonas e Negro seguido por uma centenas de barcos numa grande procissão.

Na data histórica, o pontífice conheceu um dos principais fenômenos naturais da região e cartão postal de Manaus, o Encontro das Águas. Durante toda a procissão, o Papa foi escoltado pelos navios da Flotilha do Amazonas: “Raposo Tavares”, “Roraima”, “Rondônia” e “Amapá”.

Na época, a Flotilha do Amazonas ainda não tinha o reforço dos navios de Assistência Hospitalar (NAsH), mas o atendimento médico dos ribeirinhos já era realizado pelo oficiais médicos da unidade naval nos NPaFlu.

Essa atividade motivou a visita do pontífice ao navio, uma vez que a realização da procissão contribuiria para levar apoio religioso aos ribeirinhos.

O registro do evento, ocorrido há 40 anos, está em um quadro exposto no corredor principal do navio, onde pode ser observado por toda a tripulação.

Os Navios-Patrulha Fluvial tem como missão principal patrulhar os rios da Amazônia Ocidental, mas, ainda hoje, sempre que necessário, contribuem no atendimento médico-odontológico às populações ribeirinhas.

Saiba mais

Uma visita breve, mas que deixou lembranças para muitos manauaras, assim foi a visita do Papa João Paulo II na capital amazonense. A passagem do santo padre pela cidade deixou lembranças dos que tiveram a oportunidade de compartilhar o momento histórico.

Até hoje são muitas as fotografias e objetos sobre a viagem papal ao Amazonas. Na época, João Paulo II celebrou uma missa na antiga Bola da Suframa, onde atualmente está situado o Centro Cultural Povos da Amazônia, que reuniu milhares de fiéis.

Durante sua passagem, o pontífice experimentou um pouco da comida regional a base de peixe, na peixaria Canto da Peixada, na Praça 14.

“Eu fiz o jantar dele, peixada de tucunaré sem espinha. No outro dia eu ajudei a servir o café da manhã antes dele ir para a missa na Bola da Suframa. De lá ele foi para o Encontro das Águas. E depois quando ele voltou, com o sol quente, chegou vermelho. Eu servi o almoço dele. Depois demorou um pouco e ele foi embora”, lembra o dono do restaurante, Aldenor Ernesto.

*Com informações do Centro de Comunicação Social da Marinha

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