
Pela primeira vez desde fevereiro, o Brasil registrou criação de vagas de emprego com carteira assinada. Foram 131.010 vagas criadas em julho, segundo o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) divulgado nesta sexta-feira.
O saldo positivo é a diferença entre 1.043.650 admissões e 912.640 demissões no mês passado. O resultado de julho quebra a sequência de quatro meses seguidos de perda de vagas de emprego no país.
O mercado de trabalho sofreu bastante com a crise causada pela Covid-19. Só neste ano, 1,1 milhão de vagas com carteira assinada foram fechadas.
No entanto, números mais recentes apontam para um começo de recuperação. Além da criação de vagas em julho, o número de pedidos de seguro-desemprego em agosto teve queda de 21,3% na comparação com o mesmo período de 2019.
Indústria puxa o crescimento – O setor que mais criou vagas em julho foi a indústria, com 53.590 novos postos, seguido da construção, com 41.986 e do comércio, que registrou 28.383 vagas. Além disso, a agropecuária também criou 23.027. O único setor que perdeu vagas foi o de serviços, com 15.948 empregos a menos.
Na comparação por regiões, todas elas registraram aumento no número de empregos formais, com destaque para o Sudeste, com 34.157 vagas e o Nordeste, com 22.664. O Sul, com 20.128, Centro-Oeste, com 14.084 e o Norte, com 13.297 completam a estatística.
Ano ainda ruim – Apesar dos números melhores no último mês, o impacto da pandemia no mercado de trabalho ainda é significativo em 2020. No acumulado de janeiro a junho, a perda de 1,1 milhão de vagas significa que este ano é o primeiro com saldo negativo na criação de vagas desde 2016.
Em termos de comparação, naquele ano o país perdeu 623.520 vagas, um pouco mais da metade dos fechamentos de 2020.


