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AM usará R$ 56 milhões contra o desmatamento e queimadas

Estado recebeu 13,07% dos recursos repatriados da Operação Lava Jato para ações de meio ambiente até 2022

O Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) informou que o número de focos de queimadas registrados no Amazonas atingiu 10.234 este ano, os quais mais de 7,6 mil somente em agosto, maior registro para esta época desde 1998, quando os dados passaram a ser divulgados.

O governo do Amazonas iniciou este mês a implementação do novo Plano de Prevenção e Controle ao Desmatamento e Queimadas no Amazonas (PPCDQ-AM), que direciona a gestão ambiental do Estado até o ano de 2022.https://portalvoce.com/numero-de-queimadas-no-am-em-agosto-e-o-maior-dos-ultimos-22-anos-diz-inpe/

Ao todo, serão empregados R$ 56.186.268,26 em ações de comando e controle, ordenamento territorial e incentivo à bioeconomia.

O recurso recebido pelo Amazonas corresponde a 13,07% dos recursos da Petrobras destinados aos estados da Amazônia Legal, repatriados da Operação Lava Jato, para ações de educação e meio ambiente.

Planos de trabalho – Do total de recursos, R$ 30.053.120 foram distribuídos entre a Sema, o Ipaam e a SSP-AM para elaboração de um mesmo Plano de Trabalho, o qual foi dividido em duas metas.

A primeira delas, com aporte de R$ 29.284.570, visa fortalecer o controle ambiental e a gestão territorial em áreas sob intensa pressão pelo uso dos recursos naturais, áreas críticas de desmatamento e queimadas ilegais, incluindo as Unidades de Conservação (UC) Estaduais.

As metas foram divididas em três etapas de execução. A primeira, voltada para o fortalecimento do Ipaam, inclui ações para desenvolver, estruturar e implementar o Sistema de Monitoramento Dinâmico da Cobertura Vegetal do Amazonas, para realizar o monitoramento integrado dos Cadastros Ambientais Rurais (CAR), bem como o avanço do desmatamento e das queimadas ilegais.

A segunda etapa tem o intuito de equipar e melhorar a estrutura e a realização das ações de coordenação, de monitoramento ambiental e de gestão das UC localizadas na região do interflúvio Purus-Madeira, e também no Sul do Amazonas.

Diante do aumento das queimadas no estado, a terceira etapa recebeu execução prioritária, a fim de reforçar as ações da Operação Curuquetê 2 em campo.

Desta forma, os recursos desta etapa já estão sendo empregados no custo operacional da ação, com pagamento de diárias e passagens aéreas, além de aquisições para estruturação do Batalhão Ambiental, do Batalhão de Incêndio Florestal e Meio Ambiente (Bifma) do Corpo de Bombeiros, da Defesa Civil do Amazonas e da Delegacia Especializada em Crimes contra o Meio Ambiente (Dema).

Já para execução da meta 2 serão destinados R$ 768.550.O montante será dividido em duas etapas, voltadas especificamente para fortalecer a governança local das políticas públicas ambientais, com o fortalecimento das Secretarias Municipais de Meio Ambiente da Região Metropolitana de Manaus e do Sul do Amazonas, além do Fórum Permanente das Secretarias Municipais do Meio Ambiente do Amazonas, para articulação de ações conjuntas.

Outras ações – À Sepror e ao Idam foram destinados, ao todo, R$ 7.839.944,41, enquanto a Sect recepcionou R$ 18.293.203,62, para a execução de ações do PPCDQ-AM voltadas, sobretudo, ao ordenamento territorial e à geração de renda baseada em atividades sustentáveis.

O recurso será destinado para a promoção da regularização fundiária no Sul do Amazonas, na inscrição e análise do CAR em imóveis rurais, na regularização ambiental das propriedades já inscritas no Cadastro, bem como no incentivo à cadeia florestal comunitária e familiar, em alinhamento às atividades do Sistema Estadual do Meio Ambiente.

As ações do PPCDQ-AM serão direcionadas, sobretudo, aos municípios localizados no sul do estado, área de intensa pressão do desmatamento ilegal e com o maior número de focos de calor registrados em 2020.

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