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Crivella é alvo de buscas e tem celular apreendido pela PF

Advogado disse que ‘prefeito está tranquilo’; assessoria da prefeitura não se pronunciou. Entre os alvos estão ainda o ex-senador Eduardo Lopes, o ex-tesoureiro Mauro Macedo e o empresário Rafael Alves.

O Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) e a Polícia Civil do RJ fizeram buscas na manhã desta quinta-feira (10) na Prefeitura do Rio, na casa do prefeito, Marcelo Crivella (Republicanos), e no Palácio da Cidade, onde ele despacha. Agentes apreenderam um telefone celular de Crivella.

A ação desta quinta é um desdobramento da Operação Hades, de março deste ano, que investiga um suposto ‘QG da Propina’ na Prefeitura do Rio.

Resumo

  • Força-tarefa investiga um suposto esquema de propina na Prefeitura do Rio;
  • São 22 mandados de busca e apreensão; não há mandados de prisão;
  • As investigações, iniciadas no ano passado, partiram da colaboração premiada do doleiro Sérgio Mizrahy, preso pela Operação Câmbio, Desligo.

Alvos confirmados são:

  1. Marcelo Crivella, que teve o celular apreendido;
  2. Mauro Macedo, ex-tesoureiro de Crivella;
  3. Rafael Alves, empresário apontado como operador do esquema de pagamento de propina;
  4. Eduardo Benedito Lopes, ex-senador, suplente de Crivel

Investigação em grupo específico

O 1º Grupo de Câmaras Criminais do Tribunal de Justiça do Rio expediu 22 mandados de busca e apreensão, pedidos pelo Grupo de Atuação Originária Criminal (Gaocrim) — que investiga agentes públicos com foro privilegiado.

A Coordenadoria de Investigação de Agentes com Foro da Polícia Civil apoiava a operação. O advogado de Crivella esteve no apartamento dele e disse que o prefeito estava “tranquilo”, mas não quis gravar entrevista.

Outros alvos

Outros alvos da operação desta quinta eram Eduardo Lopes, Mauro Macedo e Rafael Alves. Eduardo Lopes foi senador do Rio pelo Republicanos, ao herdar o cargo de Crivella, e foi secretário de Pecuária, Pesca e Abastecimento de Wilson Witzel.

Mauro Macedo foi tesoureiro da campanha de Crivella ao Senado, em 2008, e foi citado em delação sobre o esquema de propina envolvendo a Federação das Empresas de Transportes de Passageiros do estado, a Fetranspor.

Rafael Alves, irmão do ex-presidente da Riotur Marcelo Alves, é empresário e foi citado em delações como suposto pagador de propina para a prefeitura, embora não tivesse cargo na administração.

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