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Covid: Brasil tem recorde de diminuição de casos e mortes

O Brasil teve em setembro o maior recorde de diminuição de casos e mortes de Covid-19, desde o início da pandemia da doença transmitida pelo novo coronavírus. Entre o primeiro e o último dia do mês de setembro, houve redução de 17,3% nos registros fatais e de 33,7% nos diagnósticos positivos de infectados.

O levantamento foi realizado pela revista Veja esta semana, usou a metodologia de médias móveis, somando os dados do bloco dos últimos sete dias e dividindo por sete. Dessa forma são atenuados os atrasos de notificações tradicionais aos finais de semana, quando parte das secretarias de saúde está em esquema de plantão e demora a enviar as notificações ao Ministério da Saúde.

A revista cita ainda que o período de estabilidade é determinado quando casos e mortes estão em variação inferior a 15% (para mais ou para menos), e conclui que, em relação às mortes, o país enfrentou sucessivas altas entre março e maio. Junho, julho e agosto apresentaram estabilidade (com aumento de 7,5%, 6,4% nos dois primeiros e queda de 14,6% no terceiro).

Já em relação aos diagnósticos, as altas ocorreram de março a julho, passando por estabilidade em agosto (com queda de 8,9% nos registros) e, finalmente, queda em setembro.

Em agosto, uma análise internacional classificou o crescimento da Covid-19 no Brasil como “estável ou crescendo lentamente”. Isso porque a taxa de transmissão de da doença, conhecida como taxa R, chegou a 1,01 (hoje está em 0,99) no meio do mês em questão, segundo estudo da universidade Imperial College, do Reino Unido.

Na época, no país, a taxa R diminuiu em relação à semana anterior (estava em 1,08) e vem seguindo esse movimento de queda, o que ainda não indicava a retração da Covid-19. Nesta terça-feira (5), o Imperial College divulgou que a taxa de transmissão no país está abaixo de 1, ou 0,99.

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