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Fametro arremata Hotel Tropical em leilão no Rio por R$ 91 milhões

A Faculdade Metropolitana de Manaus, também conhecida como Fametro arrematou, às 14h30 (horário de Brasília), o Hotel Tropical Manaus por R$ 91.075.100. O valor representa 50% da avaliação do espólio pela Justiça.

O leilão foi realizado online, após derminação do O juiz Paulo Assed Estefan, da 4ª Vara Empresarial do Rio de Janeiro. O certame foi realizado pelo leiloeiro oficial, Jonas Rymer.

A Fametro é uma instituição amazonense de ensino superior com sede em Manaus e ativa nos municípios de Manacapuru, Parintins, Itacoatiara, Tefé e Coari, é uma instituição dedicada ao ensino presencial e a distância.

Uma das proprietárias do grupo Fametro, Maria do Carmo Sefair, escreveu na sua rede social que a instituição “começa a reescrever a história do turismo no Amazonas”.

“Vamos restaurar a história desse grande hotel símbolo da nossa cidade”, afirmou Maria do Carmo, no seu Instagram, poucos minutos após arrematar o hotel.

O magistrado que determinou o leilão do hotel é o mesmo que determinou a falência do empresário Eike Batista. O leilão deverá ser usado para pagar dívidas trabalhistas e de fornecedores, além de repassar recursos para os funcionários da extinta Empresa de Viação Aérea Rio-Grandense (Varig), que fazem parte da massa falida.

Calotes – O primeiro leilão, no dia 16 de dezembro de 2019 foi arrematado pela Nyata Soluções, por R$ 120 milhões e não foi pago. Já o segundo no dia 11 de janeiro deste ano, com lance vencedor do ex-PM e empresário paulista Otacílio Soares, atingiu R$ 260 milhões – contudo Otacílio não pagou e o direito passou para o segundo colocado, a paraense Geretepaua Engenharia, uma agropecuária que atua em Óbidos (PA).

Nenhuma delas pagou o prometido e o leilão voltou à estaca zero. Nesses casos, o vencedor é obrigado a pagar uma multa de 20% do valor do lance. As dívidas do Tropical vão do INSS a FGTS, mas foi por falta de pagamento da conta de energia elétrica que ele fechou as portas em maio de 2019.

Os débitos trabalhistas do empreendimento ultrapassam R$ 20 milhões, segundo o Sindicato dos Empregados do Comércio Hoteleiro do Amazonas.  Sem perspectiva, 380 ex-funcionários ainda lutam para receber verbas rescisórias do ex-maior complexo hoteleiro da região.

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