
A dois dias para a eleição do novo prefeito de Manaus, as últimas pesquisas apontam Amazonino Mendes (Podemos) e David Almeida (Avante) como os mais prováveis candidatos ao lugar ocupado por Arthur Virgílio Neto na Prefeitura de Manaus.
O último levantamento da intenções de voto feito pelos dois mais importantes institutos de pesquisa da cidade, Pespectiva Mercado e Opinião e DPM/Rede Tiradentes, indicam a liderança isolada de Amazonino Mendes – 30% e David Almeida 20%, respectivamente. Mais atrás, Zé Ricardo e Ricardo Nicolau estão empatados tecnicamente em torno de 13%. Os demais candidatos: Alfredo Nascimento, Coronel Menezes, Capitão Alberto Neto e Chico Preto, não ameaçam.
As duas pesquisas ouviram entre 1.000 e 1.004 mil entrevistados nas ruas de todas as regiões de Manaus, em shoppings, lojas, restaurantes e bares, no período de 9 a 12 de novembro, com uma margem de erro de 3% e um nível de confiança acima dos 95%.
Nos dois estudos, os números, por meio dos votos válidos (excluídos brancos, nulos e indecisos), levam a um segundo turno mais provável de ocorrer entre: Amazonino Mendes (30,2%) e David Almeida (20,2%).
Cenário do 2º turno
Com folga no primeiro turno, quando não chegou a ser ameaçado, Amazonino não terá vida fácil no segundo. A luz amarela de atenção já está ligada com o avanço de seu adversário, segundo as projeções da disputa direta entre os dois candidatos.
Considerando a margem de erro, os dois adversários estão praticamente empatados: Amazonino 40,1% vs. 39,8% David Almeida, de acordo com a Perspectiva.
O candidato do Podemos terá de sair da sua zona de conforto e passar para uma disputa direta, presencial junto aos eleitores. Do contrário, pode sofrer a sua terceira derrota eleitoral de dois turnos.
A primeira foi em 2004, quando alcançou 43,5% a 28,8% contra Serafim Corrêa na eleição para prefeito em 3 de outubro, e perdeu por 51,7% a 48,3% quatro semanas depois.
A segunda, em 2018, quando Wilson Lima obteve uma vantagem de 1% no 1º Turno e ampliou para 17% a diferença no 2º Turno.
Nesse primeiro turno, Amazonino evitou os debates e limitou suas aparições públicasjusticando com as restrinções impostas pelo distanciamento social e aglomerações da pandemia do coronavírus.
Em parte, essa situação ajudou Amazonino, atualmente com mais de 80 anos. Ele focou a campanha na internet e no horário político. Considerado parte do grupo de risco da Covid-19, Amazonino aproveitou para pegar carona no jargão “o pai tá on” (tá ligado), do jogador Neymar, e conseguiu relativo sucesso com a sua equipe de Marketing surfando nesse slogan.
Mas a sua condição física, psicológica e emocional agora pode ser posta em prova. Ele terá de se expor em debates, entrevistas, aparecer na rua, sair da toca porque a sua comunicação chegou no limite do online.
Amazonino agora tem uma sombra muito próxima a ele e terá que usar de toda a sua experiência para encontrar os atalhos que o levem a sentar nos próximos quatro anos na cadeira do Poder Executivo Municipal.


