Presidente reafirmou que imunizante não deve ser obrigatório, mas quem o tomar terá que se responsabilizar por eventuais efeitos colaterais.

O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) confirmou, na noite desta segunda-feira (14) quem tem pronta uma medida provisória que objetiva o aporte de R$ 20 bilhões para a compra de vacinas contra a Covid-19. Em conversa com apoiadores no palácio da Alvorada, ele revelou que deve assinar a MP nesta terça-feira (15), mas fez questão de ressaltar: quem tomar a vacina terá que assinar uma espécie de “termo de responsabilidade”.
“Não é obrigatória [a vacina]. Vocês vão ter que assinar termo de responsabilidade para tomar. Porque a Pfizer, por exemplo, é bem clara no contrato: ‘Nós não nos responsabilizamos por efeitos colaterais”, afirmou o presidente, ressaltando – “Tem gente que quer tomar, então toma, a responsabilidade é tua. Se der algum problema aí… espero que não dê”, destacou o presidente.
A ideia do governo de desembolsar R$ 20 bilhões para a compra de vacinas contra o novo coronavírus foi revelada na tarde desta segunda pelo governador do Espírito Santo, Renato Casagrande (PSB), logo após um encontro que teve com Bolsonaro.
Vacina compulsória
Em fevereiro deste ano, no entanto, o próprio presidente assinou uma lei que diz que poderá ser adotada “a realização compulsória de vacinação e outras medidas profiláticas” para enfrentamento da emergência de saúde pública de importância internacional decorrente do coronavírus.


