
O ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, afirmou nesta quarta-feira (6) em pronunciamento em rede nacional que a vacinação contra a Covid-19 no Brasil começará em janeiro e que o país exportará vacina para países da América Latina. Em reunião pela manhã, Pazuello disse que a vacinção começa antes do dia 25.
Durante pronunciamento à noite em rede nacional de televisão, o ministro disse que o governo dispõe de quantidade de seringas e agulhas suficiente para iniciar a vacinação.
“O Brasil já tem disponíveis cerca de 60 milhões de seringas e agulhas nos estados e municípios, número suficiente para iniciar a vacinação ainda neste mês de janeiro”, afirmou.
Segundo Pazuello, “todos os estados e municípios receberão a vacina de forma simultânea, igualitária e proporcional à população. No que depender do Ministério da Saúde e do presidente da República, a vacina será gratuita e não obrigatória”.
“O Brasil é o único país da América Latina que tem três laboratórios produzindo vacinas. Seremos exportadores de vacina para nossa região muito em breve”, afirmou sobre a capacidade do país de fornecer o imunizante paraas nações países vizinhas.
Mais cedo em reunião ministerial, Pazuello informou como andam as negoiações de vacinas e disse que o governo começará a vacinar a população antes do próximo dia 25.
As primeiras doses aplicadas, de acordo com relatos na reunião dos ministros, virá do lote comprado da Índia, que seriam 2 milhões de doses da vacina do laboratório Astrazeneca e da Universidade de Oxford, a mesma vacina que está sendo fabricada pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz).
Medida Provisória
Assinada pelo presidente Jair Bolsonaro, a medida provisória citada por Pazuello prevê que o Ministério da Saúde será o responsável por coordenar a execução do Plano Nacional de Operacionalização de Vacinação contra a Covid-19.
A norma também prevê a contratação de vacinas e de insumos, antes do registro sanitário ou da autorização temporária de uso emergencial pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e o treinamento de profissionais para imunizar a população.
“Asseguro que todos os estados e municípios receberão a vacina de forma simultânea, igualitária e proporcional à sua população”, destacou ao reafirmar que a vacina será gratuita e não obrigatória.
Amazonas
O governador do Amazonas, Wilson Lima, esteve nesta quarta-feira (6) com o ministro para falar do plano de vacinação e de combate a Covid-19 no estado.
Durante a reunião, o ministro Pazuello disse que seu ministério será responsável pela coordenação do plano de distribuição da vacina no país, conforme disse em pronuncimento à noite pela tv.
“Foi uma reunião positiva porque já há um plano logístico de distribuição de vacinas e compra de insumos, como seringas”, disse o governador.
Ele afirmou que está montando um planejamento com a Fundação de Vigilância em Saúde e Secretaria de Saúde para que, no momento que a vacina chegar, ela seja imediatamente colocada à disposição da população.
“Levando em consideração os critérios técnicos estabelecidos pelo Ministério da Saúde”.


