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Advogada é presa tentando contrabandear arraias pelo Aeroporto de Manaus

Quatorze arraias foram apreendidas no aeroporto internacional de Manaus Eduardo Gomes, nessa quinta-feira (4). Na ocasião, a Polícia Federal prendeu em flagrante uma advogada, que não teve o divulgado, por tentar despachar os animais vivos em três caixas de isopor.

A advogada, segundo a PF, iria embarcar para São Paulo, a fim de vender os animais pela internet. A apreensão aconteceu durante procedimentos de controle aduaneiro realizados pelo Serviço de Vigilância e Repressão ao Contrabando e Descaminho (Serep) e a Equipe de Cão de Faro da Receita Federal, durante operação conjunta de combate ao contrabando e descaminho no aeroporto.

As arraias são da espécie Potamotrygon Motoro, também conhecida como Arraia Olhos-de-Pavão. Segundo informações preliminares, a advogada teria declarado no processo de desembaraço da carga, que é quando uma carga é liberada pela alfândega para entrada no Brasil, que estava transportando Cichla Vazzoleri, peixe regional conhecido como tucunaré.

Ainda conforme o Ibama, as acusações incluem maus tratos, pois os animais eram transportados em sacos plásticos, com quantidade limitada de água e oxigênio. A espécie era Potamotrygon Motoro, encontrada em toda a Bacia Amazônica.

“Manaus é um ponto intermediário onde as arraias recebiam oxigênio e depois eram despachadas para o exterior”, disse a PF.

A suspeita responderá pelos crimes de falsidade ideológica, biopirataria, maus-tratos e exportação ilegal.

Registros mostram que a pessoa presa já enviou um total de 628 volumes com características semelhantes desde janeiro de 2022, levantando preocupações sobre atividades ilegais contínuas.

A Alfândega do Aeroporto de Manaus informa que as ações de fiscalização e controle aduaneiro realizadas têm por objetivo evitar a circulação, no território nacional, de produtos potencialmente nocivos à saúde e ao meio ambiente, e inibe a prática de crimes que geram desemprego, sonegação de impostos e concorrência desleal à indústria e ao comércio local. 

A Receita Federal também alerta que muitos casos de contrabando e descaminho, considerados pela população como crimes “menores”, estão ligados ao crime organizado que atua nas fronteiras brasileiras. 

Essas organizações criminosas, que promovem tráfico internacional de drogas, armas e munições, utilizam-se do mercado ilegal de produtos como forma de financiamento para suas ações.

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