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AM pode registrar 45ºC de calor e bater novos recordes históricos de temperatura; veja cuidados

Meteorologistas do Instituto de Meteorologia MetSul emitiram um alerta indicando que o Brasil enfrentará uma nova onda de calor nas próximas duas semanas.

Este aviso sobre as altas temperaturas vem com um alerta de risco à vida e a necessidade de precauções adicionais. No estado do Amazonas, a temperatura pode atingir impressionantes 45ºC, sem levar em conta a sensação térmica, que poderá chegar a 50ºC.

De acordo com o MetSul, as temperaturas esperadas durante este período excederão significativamente as médias históricas de temperatura máxima em todas as cinco regiões do país, com potencial para quebrar recordes, tanto para setembro quanto recordes absolutos.

A intensidade máxima do calor está prevista para ocorrer entre o final desta semana e o início da próxima.

Vários estados enfrentarão um calor intenso a extremo, com temperaturas próximas ou superiores a 40ºC. Isso inclui os estados do Paraná, Mato Grosso do Sul, São Paulo, Mato Grosso, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Goiás, Distrito Federal, Rondônia, Amazonas, Pará, Tocantins, Bahia, Piauí e Maranhão.

Segundo o MetSul, a temperatura mais alta oficialmente registrada no Brasil até hoje foi de 44,8°C, ocorrida em Nova Maringá, Mato Grosso, nos dias 4 e 5 de novembro de 2020.

Calor e queimadas

O Amazonas decretou, no dia 12 de setembro, situação de Emergência Ambiental em municípios das regiões Sul do Amazonas e Metropolitana de Manaus sob o impacto negativo do desmatamento ilegal e queimadas não autorizadas.

Segundo o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), o Amazonas registrou 3.925 focos de queimadas nos primeiros dez dias de setembro.

A Situação de Emergência Ambiental abrange áreas dos municípios de Apuí, Novo Aripuanã, Manicoré, Humaitá, Canutama, Lábrea, Boca do Acre, Tapauá e Maués, no sul do estado; e Iranduba, Novo Airão, Careiro da Várzea, Rio Preto da Eva, Itacoatiara, Presidente Figueiredo, Manacapuru, Careiro Castanho, Autazes, Silves, Itapiranga, Manaquiri e a própria capital, na Região Metropolitana de Manaus.

Período de atenção com a saúde

Com a redução da umidade, as membranas oculares, orais e nasais podem ficar desidratadas, facilitando a influência de elementos externos, como microrganismos e germes, ou mesmo substâncias poluentes resultantes de incêndios e queimadas.

Algumas das principais doenças que podem se manifestar nessa situação são: rinite, sinusite, pneumonia e asma.

As especialistas dão alguns conselhos para lidar com o calor e o clima seco da melhor maneira. Confira:

  • Tome bastante água para manter as mucosas das vias aéreas hidratadas. O ideal é beber oito copos ao longo do dia (1,6 litro). Beba também suco natural e água de côco;
  • Faça refeições leves com legumes, verduras, consuma frutas nos intervalos das refeições;
  • Evite os descongestionantes nasais, sobretudo sem indicação médica. Isso porque eles ressecam as mucosas nasais e potencializam irritações;
  • Evite fumar, pois a fumaça do cigarro provoca reações alérgicas, além de irritação das mucosas;
  • Soro fisiológico ajuda na hidratação das vias áreas. Por isso, pingue algumas gotas no nariz para melhorar sua respiração; 
  • Escolha horários de temperatura mais amena (início da manhã ou final de tarde) para realizar suas atividades físicas;
  • Mantenha a casa sempre arejada e tenha atenção redobrada com a limpeza de itens que possam acumular poeira, por conta dos ácaros;
  • Evite aglomerações e a permanência prolongada em ambientes fechados ou com ar-condicionado, pois o ressecamento das mucosas aumenta o risco de convivência oportunista das vias aéreas;
  • Para elevar o nível de umidade dentro de casa, use toalhas molhadas, recipientes com água ou vaporizadores, principalmente nos dormitórios.

Existe uma preocupação maior com as crianças e idosos. Pela fragilidade do organismo, há uma chance maior de complicação e agravo do estado de saúde. Por isso, o cuidado precisa ser redobrado e, ao sinal de mal-estar ou falta de ar, deve-se buscar atendimento profissional na unidade de saúde próxima a sua residência.

Foto: Divulgação MetSul

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