
O Amazonas registrou 15 casos de metapneumovírus nos três primeiros meses de 2025, segundo o boletim epidemiológico da Fundação de Vigilância em Saúde (FVS).
Apesar de uma queda considerável no número de casos em março, o estado segue monitorando a circulação do vírus, especialmente após um caso relacionado a uma pessoa que esteve na China, país com surto da doença.
Características do Metapneumovírus
O metapneumovírus humano (HMPV) foi descoberto em 2001 na Holanda e é da mesma família do vírus sincicial respiratório (RSV).
Ele pode causar doenças respiratórias em pessoas de todas as idades, afetando especialmente crianças pequenas, idosos e pessoas com o sistema imunológico enfraquecido.
Os sintomas mais comuns incluem tosse, febre, congestão nasal e falta de ar, e em casos graves, pode evoluir para bronquite ou pneumonia.
De acordo com a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), não há vacina ou medicamento específico para o tratamento do HMPV, sendo o cuidado focado principalmente no alívio dos sintomas.
O período de incubação do vírus varia entre três a seis dias, e uma pessoa pode ser infectada várias vezes ao longo da vida, assim como ocorre com o vírus da gripe.
Aumento de casos em fevereiro e queda em março
O aumento nos casos de metapneumovírus foi notado em fevereiro, com 10 registros, mas em março, o número caiu para um caso até o dia 31.
Em janeiro, foram 4 casos registrados. A FVS alerta para a importância de estar atento aos sintomas e tomar as medidas preventivas adequadas.
O subsecretário de Saúde de Manaus, Nagib Salém, afirmou que o órgão está monitorando a situação.
“A gente recebe avisos internacionais sobre a circulação de vírus novos, então ele está acompanhado junto ao nosso Cievs (Centro de Informações Estratégicas em Vigilância em Saúde). A gente acompanha esses casos dentro de todas as UBSs, então, surgindo, a gente vai ter um atendimento especial para essas situações”, afirmou o subsecretário.
Medidas de prevenção e cuidados
A FVS orienta que, para prevenir doenças respiratórias como o metapneumovírus, é essencial adotar medidas simples, como a higienização frequente das mãos, prática de etiqueta respiratória e o uso de máscaras de proteção respiratória, especialmente para pessoas com sintomas respiratórios e indivíduos do grupo de risco.
A proteção de crianças menores de seis meses também é crucial, evitando sua exposição a ambientes de risco.
O HMPV, o RSV e o vírus influenza podem circular simultaneamente durante a temporada de vírus respiratórios e coinfectar pessoas mais suscetíveis, como crianças e idosos.
Por isso, as medidas de prevenção, como o uso de máscara e a higienização das mãos, são fundamentais para evitar a disseminação do vírus.


