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AM esta entre os Estados com mais mortes por tuberculose e reforça cuidados para prevenir doença

A tuberculose teve aumento de 12% em número de casos no Amazonas, em 2021 e é necessário atenção da população para prevenção, diagnóstico precoce e tratamento.

Segundo dados epidemiológicos da FVS-RCP, o estado teve 3.209 casos novos no ano passado, ante 2.853 em 2020

No Dia Mundial da Tuberculose, celebrado nesta quinta-feira (24), o Ministério da Saúde divulgou novos dados da doença no país. Pelas estatísticas, Amazonas, Rio de Janeiro e Roraima são os estados que apresentam os maiores índices da doença.

Em relação à mortalidade, Rio de Janeiro, Acre e Amazonas lideram o ranking. Em nível nacional, segundo a pasta, em 2021 foram registrados 68.271 casos novos de tuberculose. Em 2020, foram 68.939 casos novos e 4.543 mortes pela doença. Em 2019, o número de óbitos registrados pela doença foi bem parecido com o do ano anterior, 4.532.

Com os dados nas mãos e reforçando o lema da campanha deste ano: “Prevenção como melhor estratégia”, a coordenadora do Programa Estadual de Controle da Tuberculose no Amazonas (PECT), vinculado à Fundação de Vigilância em Saúde do Amazonas – Drª Rosemary Costa Pinto (FVS-RCP), enfermeira Lara Bezerra, orienta quais as principais medidas de combate.

Segundo Lara, a tuberculose é uma doença infecciosa e transmissível, tendo como agente causador o bacilo de Koch. Ela afeta prioritariamente os pulmões, mas também pode acometer outros órgãos e sistemas.

“A transmissão da tuberculose ocorre ao falar, espirrar ou principalmente ao tossir. Pessoas com tuberculose ativa lançam no ar partículas em forma de aerossóis que contêm bacilos, podendo transmitir a doença para outras pessoas”, afirma a enfermeira.

Para a especialista, a tosse é o principal sintoma de atenção, mas também é importante investigar outros sinais.

“Os principais sintomas da doença são tosse por mais de duas semanas, acompanhada de secreção ou não, febre baixa, perda de peso e sudorese noturna. O principal sintoma é a tosse, e por isso é recomendado que pessoas com tosse por mais de duas semanas sejam examinadas, e procurem uma unidade de saúde para a realização do exame de escarro”, explica.

Diagnóstico e tratamento – A pessoa com sintomas da doença ou que convive com alguém infectado deve procurar atendimento em uma Unidade Básica de Saúde (UBS) para realização de exames.

Após análise médica, o paciente com caso suspeito realizará exames laboratoriais, por meio do Teste Rápido Molecular (TRM-TB), sendo utilizadas amostras de escarro espontâneo ou induzido, também são realizados exames de imagem como a radiografia do tórax em pessoas com suspeita clínica de tuberculose pulmonar.

O tratamento é realizado por meio da administração de antibióticos e possui duração de pelo menos seis meses, como explica a enfermeira. Em 2021, além do aumento dos casos novos, o estado também apresentou alta na proporção de abandono do tratamento da tuberculose, passando de 15,4% em 2020 para 16,3% em 2021.

A vacina BCG e o tratamento precoce da Infecção Latente da Tuberculose (ILTB) são as principais formas de prevenção e combate à doença. A vacina BCG é disponibilizada de forma gratuita pelo Sistema Único de Saúde (SUS) e protege contra as formas mais graves da doença. O imunizante deve ser dado às crianças antes dos cinco anos de idade, sendo recomendável ao nascer.

Grupos de risco – Imunossuprimidos representam o grupo com maior risco de desenvolver a tuberculose caso entrem em contato próximo e prolongado com quem está em tratamento da doença. Pessoas vivendo com HIV (PVHIV), pacientes com diabetes, tabagistas, usuários de fármacos imunossupressores ou pessoas em qualquer outra condição de imunossupressão são mais vulneráveis à ILTB.

Referência – Para o Dia Mundial de Combate à Tuberculose, a unidade da rede estadual de saúde referência no tratamento de pessoas com casos graves da doença, Policlínica Cardoso Fontes, realizou programação interna informativa, com realização de panfletagem e palestra educativa ministrada pela médica infectologista da SES-AM e ex-diretora da policlínica, Irineide Antunes.

A programação ainda contou com a oferta de serviços à população, como testagem rápida de HIV, sífilis e hepatites, e ainda aferição de pressão e distribuição de preservativos.

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