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Amazonas lidera casos de malária com crescimento nos garimpos

O Amazonas registrou 58.686 casos de malária em 2023, sendo o estado que mais notificou ocorrências. A região da Amazônia concentra 99,98% dos registros da doença, tornando o território endêmico, afirma o Ministério da Saúde.

Em 2023, o Brasil notificou 139.884 casos de malária. Dos casos registrados, 55.974 (40%) ocorreram em áreas indígenas, 46.725 (33,4%) em zonas rurais, 20.365 (14,6%) em áreas de garimpo, 9.155 (6,5%) em áreas urbanas e 6.811 (4,9%) em assentamentos. Os estados com maior número de casos foram Amazonas (41,9%), Roraima (24,6%) e Pará (17%).

No Brasil, após uma redução no número de casos entre 2013 e 2016, houve um aumento em 2017 quando os registros saltaram de 70 mil para 189 mil. Embora tenha havido uma diminuição até 2022, em 2023 foi observado um aumento de 8,8% em relação ao ano anterior.

Nas comunidades indígenas, o Distrito Sanitário Especial Indígena Yanomami reportou um aumento de 99,2% nos casos em comparação com 2022. Nas áreas de garimpo, os registros aumentaram de 7.811 casos em 2019 para 22.878 em 2022, com uma redução de 11% em 2023.

O perfil dos casos mostra que crianças de até 9 anos foram as mais afetadas, com 32 mil casos registrados. A maioria das notificações ocorreu entre homens, 84.283 casos, sendo que muitos se autodeclararam pardos (69.132).

Em áreas rurais, a faixa etária mais afetada foi a de homens de 20 a 29 anos, enquanto nas áreas de garimpo, 73,5% dos casos foram registrados em homens, especialmente na faixa etária de 20 a 29 anos. A Organização Mundial da Saúde registrou cerca de 249 milhões de casos e 608 mil mortes em 2022 em tod o o mundo.

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