
No período de 1º de janeiro até essa quinta-feira (11), foram 21.795 notificados casos suspeitos de arboviroses, sendo confirmados, por critério laboratorial ou clínico-epidemiológicos, 3.559 para dengue, 34 para chikungunya, 32 para zika, especificamente por critério laboratorial, 2.622 casos de febre Oropouche, 59 casos de febre do Mayaro.
Os dados são do Informe Epidemiológico das Arboviroses no Amazonas, divulgado pela Fundação de Vigilância em Saúde do Amazonas – Drª Rosemary Costa Pinto (FVS-RCP).
Ainda segundo o informe, segue em 2 óbitos por dengue, sendo 01 em Manaus e 01 em Lábrea.
Na lista de municípios com maior quantidade de casos notificados para arboviroses: Manaus (7.517), Tefé (1.372), Manacapuru (1.151), Coari (858), Lábrea (827), Carauari (757), Tonantins (736), Iranduba (686), Codajás (615), e Eirunepé (572).
A melhor forma de evitar as arboviroses é combater os focos de acúmulo de água, locais propícios para a criação de mosquitos transmissores das doenças.
Além dessas medidas, a prevenção contra a Febre Oropouche envolve, ainda, evitar adentrar em locais de mata e beira de rios (principalmente entre 9 e 16 horas), limpeza de quintais, evitando o acúmulo de matéria orgânica e, quando possível, recomenda-se o uso de repelentes.
Principais formas de prevenir a dengue
A principal forma de prevenir a dengue é reduzir a infestação do mosquito Aedes aegypti, inseto responsável por transmitir o vírus causador da doença. Para isso, é fundamental eliminar criadouros do mosquito sempre que possível. Algumas dicas incluem:
- Manter reservatórios ou caixas d’água cobertos com tampas, telas ou capas, impedindo que o mosquito Aedes aegypti deposite neles seus ovos;
- Evitar água parada em pneus, latas, garrafas vazias ou calhas;
- Realizar a limpeza regular da caixa d’água.
Além disso, algumas medidas de proteção individual são importantes, principalmente em áreas de maior risco. É possível proteger as regiões do corpo que costumam ficar mais expostas e, por isso, podem ser alvo do mosquito, usando camisas de mangas compridas e calças, por exemplo. Também é interessante utilizar telas mosqueteiras em portas e janelas e sobre a cama.
Repelente funciona para evitar dengue?
O uso de repelente também é uma forma de prevenir a picada pelo mosquito transmissor da dengue.
Esses tipos de repelente são indicados para o uso durante a gravidez, o que é importante já que a gestação é um fator de risco para complicações da dengue.
Já para crianças, o uso de repelentes deve ser feito com orientação médica. Para o restante da população, a utilização deve seguir as instruções de cada fabricante.
Vacina da dengue
No fim de dezembro, o Ministério da Saúde incorporou a vacina contra a dengue ao SUS (Sistema Único de Saúde). Com isso, o Brasil passa a ser o primeiro país do mundo a oferecer o imunizante no sistema público universal.
A vacina, conhecida como Qdenga, foi aprovada pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) em março de 2023, e desde julho já está disponível em clínicas privadas também.
Ela pode ser aplicada em pessoas de 4 a 60 anos de idade, independentemente da exposição anterior à doença e sem necessidade de teste pré-vacinação.
A aplicação é feita em um esquema de duas doses, com intervalo de 90 dias entre elas. Porém, é contra-indicada para gestantes, lactantes, pessoas com imunodeficiência ou sob algum tratamento imunossupressor.
De acordo com o Ministério da Saúde, o governo irá priorizar a imunização contra a dengue em crianças e adolescentes de 6 a 16 anos, conforme recomendações da OMS (Organização Mundial da Saúde).


