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Amazonas tem 69 casos da síndrome da ‘urina preta’

Maioria dos casos e única morte foram registrados em Itacoatiara; dez pessoas estão internadas - Divulgação

O Amazonas tem 69 casos confirmados de rabdomiólise — associada à Doença de Haff, conhecida como síndrome da “urina preta” — no estado. O número de ocorrências foram atualizadas ontem à tarde (21) pela Fundação de Vigilância em Saúde do Amazonas Drª Rosemary Costa Pinto (FVS-AM/RCP).

A doença é associada ao consumo de peixe com toxinas e a maioria dos casos são registrados em Manaus e no município de Itacoatiara, localizado a 250 km por estrada da capital amazonens.

Dos 72 casos notificados até o momento, 69 são compatíveis com doença de Haff, de pessoas residentes em Itacoatiara (42), Manaus (13), Manacapuru (3), Itapiranga (2), São Sebastião do Uatumã (2), Careiro da Várzea (2), Parintins (2), Borba (1), Tabatinga (1) e Urucurituba (1).

Cinco pacientes com casos compatíveis com a doença estão internados em Manaus (4) e em Itacoatiara (1).

A FVS-RCP informa ainda que toda a rede de saúde, incluindo unidades privadas e públicas, da capital e interior, está orientada para realizar atendimento de casos suspeitos da doença.

“Urina prata”

A rabdomiólise é uma síndrome que pode ocorrer em função de agravos diversos, como traumatismos, atividades físicas excessivas e infecções, ou ainda devido ao consumo de álcool e outras drogas.

Quando associada ao consumo de peixes com toxinas, a síndrome é denominada doença de Haff. Os sinais e sintomas mais frequentes, entre os casos compatíveis, são: mialgia, mal-estar, náuseas, fraqueza muscular, dor abdominal, vômito e urina escura.

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