Com a chegada das chuvas e o aumento das temperaturas, o risco de proliferação do mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue, se intensifica.

A primeira morte por dengue em 2025 no Amazonas foi registrada no município de Jutaí, no interior do estado. O dado consta no último informe epidemiológico divulgado pela Fundação de Vigilância em Saúde do Amazonas – Dra Rosemary Costa Pinto (FVS-RCP).A vítima foi identificada como sendo um homem de 64 anos.
Ainda conforme o levantamento da fundação, no primeiro trimestre foram registrados 1.694 casos da doença, o que representa um aumento de 77,3% em relação ao mês de fevereiro, que contabilizou 955 casos.
De acordo com a gerente de Doenças Transmissíveis do Departamento de Vigilância Epidemiológica (DVE) da FVS-RCP, Lilian Furtado, o idoso chegou a procurar uma unidade de saúde para tratar sintomas, como febre e dores articulares.
“Ele apresentava sinais de dengue com gravidade. Entre, ele apresentou febre, mialgia, dores articulares e evoluiu com gravidade. Apesar de todo o atendimento médico, esse paciente evoluiu para óbito”, relatou.
Além do registro de óbito por dengue, no Amazonas, no período de 1º de janeiro até o dia 27 de março, foram 5.743 notificados casos suspeitos de arboviroses, sendo confirmados, por critério laboratorial ou clínico-epidemiológicos, sendo:
- 45 para Chikungunya;
- 29 para Febre de Mayaro;
- 5 para Zika.
Prevenção: evitar água parada
O Aedes aegypti deposita seus ovos em qualquer recipiente que acumule água. Por isso, a principal forma de evitar a proliferação do mosquito é eliminar possíveis criadouros ao redor de casa e no ambiente urbano. Isso inclui:
- Evitar deixar pneus, latas, garrafas ou qualquer outro objeto que possa acumular água ao ar livre.
- Verificar se há água acumulada em calhas, pratos de vasos de plantas, caixas d’água e até mesmo na piscina. Tampar bem tonéis, cisternas e caixas d’água.
- Manter piscinas e outros reservatórios de água tratados com cloro.
- Limpar com frequência os ralos e os bueiros.
Sintomas da dengue: atenção ao corpo
A dengue é uma doença viral transmitida pelo mosquito Aedes aegypti. Seus sintomas podem variar em intensidade, mas os mais comuns são:
- Febre alta de início súbito (geralmente superior a 38°C). Dor de cabeça intensa.
- Dor atrás dos olhos.
- Dores musculares e nas articulações (muitas vezes descritas como dor no “corpo todo”).
- Náuseas e vômitos.
- Manchas vermelhas na pele (erupção cutânea).
Em alguns casos, a doença pode evoluir para formas mais graves, como a dengue hemorrágica, caracterizada por sangramentos, dor abdominal intensa, vômitos persistentes e dificuldade respiratória. Nesses casos, é importante buscar atendimento médico imediato.
Quando atendimento médico
Se você apresentar sintomas de dengue, é fundamental procurar um médico para um diagnóstico preciso e orientações sobre o tratamento. A consulta médica deve ser imediata caso surjam sinais de agravamento, como:
- Dor abdominal intensa e persistente.
- Vômitos repetidos.
- Sangramentos (gengivas, nariz, urina).
- Dificuldade para respirar.
- Confusão ou alteração do nível de consciência.
O tratamento da dengue é basicamente sintomático, ou seja, não existe um remédio específico para curar a doença, mas a hidratação adequada e o controle da febre são essenciais. O médico poderá recomendar o melhor acompanhamento, dependendo da gravidade dos sintomas.
A hora de ficar atento é agora!
Com as chuvas se intensificando, é fundamental que todos se mobilizem para evitar a proliferação do mosquito e ajudem a combater a dengue. Além disso, esteja atento aos sintomas e não hesite em procurar ajuda médica se necessário. A prevenção é a chave para garantir a saúde de todos durante este período crítico.
Sorotipos
Neste ano a fundação está monitorando os quatro sorotipos de dengue que circulam no país, inclusive o dengue Tipo 3, que foi registrado pela primeira vez nos últimos 15 anos no Amazonas, em 2024.
Segundo o Ministério da Saúde, o Tipo 3 é considerado um dos sorotipos mais virulentos do vírus da dengue, tendo maior potencial de causar formas graves da doença. No entanto, os sorotipos 2 e 3 são frequentemente associados a manifestações mais severas.


