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Amazonas teve 18.553 mortes em 2024, 89% de causas naturais

O Estado do Amazonas registrou em 2024 18.553 mortes, segundo as Estatísticas do Registro Civil divulgadas pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). Do total, 16.568 (89,3%) foram por causas naturais, o que representa 169 mortes a menos que em 2023.

As mortes por causas não naturais, como homicídios, acidentes de trânsito, afogamentos e demais ocorrências externas, somaram 1.688 casos, um aumento de 165 registros em comparação com o ano anterior (10,5%). Outras 297 mortes foram classificados como de causa desconhecida.

Conforme os dados, ao considerar o total de óbitos registrados no cartório durante o ano, incluindo mortes ocorridas em anos anteriores, mas declaradas somente em 2024, o estado contabilizou 20.905 registros. Esse número coloca o Amazonas na 20ª posição nacional entre as unidades federativas em volume total de registros.

A diferença entre “mortes ocorridas” e “mortes registradas” é comum nos levantamentos do IBGE, pois nem todos os óbitos são registrados no mesmo ano em que acontecem, especialmente em municípios distantes ou com acesso difícil aos cartórios, segundo as informações do instituto.

O levantamento mostra que maioria das mortes ocorreram em hospitais (12.607), seguida pelos registrados em domicílio (3.195), em via pública (1.866) e em outros locais (741). Em 144 casos, o local não foi informado.

Os meses com mais mortes no estado ocorreram em maio (1.661 óbitos), janeiro (1.632) e setembro (1.627). Fevereiro registrou o menor volume (1.376). A distribuição mensal manteve padrão semelhante ao de 2023, quando junho, julho e maio concentraram os maiores totais.

Queda nos nascimentos

A pesquisa também mostra que o número de nascidos vivos caiu no Amazonas. Em 2024, 63.012 bebês nasceram e foram registrados até março de 2025, resultados 5,8% menor que o de 2023, uma redução de 3.870 ocorrências. Considerando todos os registros de nascimento realizados no estado (incluindo anos anteriores), foram contabilizados 76.797 registros.

Manaus concentrou quase metade dos nascidos vivos do ano (30.337), seguida por Parintins (1.716) e Itacoatiara (1.591). Os municípios com menor número de registros foram Japurá (138), Itapiranga (142) e São Sebastião do Uatumã (143).

A pesquisa cita ainda que nasceram mais meninos que meninas: 32.239 bebês do sexo masculino contra 30.766 do sexo feminino, diferença de quase 1.500 registros. Setembro foi o mês com maior número de nascimentos (5.580), enquanto junho teve o menor (4.973).

A faixa etária mais comum entre as mães de nascidos vivos foi a de 20 a 24 anos (8.602 mulheres), seguida por 25 a 29 anos (7.310) e 15 a 19 anos (5.589). Apenas uma mulher de 49 anos teve filho registrado no ano.

Casamentos e divórcios

O estado teve 14.442 casamentos civis em 2024, sendo 14.336 entre cônjuges de sexos diferentes e 106 entre pessoas do mesmo sexo. Em comparação com 2023, houve aumento apenas nos casamentos entre mulheres, enquanto o total geral está em queda na última década, redução de 22,61% desde 2014.

A maioria dos casamentos ocorreu em Manaus (9.711). Santa Isabel do Rio Negro (2), Nhamundá (4) e Silves (6) tiveram os menores volumes, enquanto Carauari e Tonantins não registraram nenhum casamento civil no ano.

Foram registrados também 5.158 divórcios, dos quais 4.373 judiciais e 785 extrajudiciais. A faixa etária mais frequente entre os divorciandos foi a de 40 a 44 anos, tanto para homens quanto para mulheres.

Conforme o IBGE, 4.373 divórcios ano passado, 44,59% eram de famílias somente com filhos menores de idade; seguida de famílias sem filhos (29,93%); de famílias somente com filhos maiores de idade (17,31%); e de famílias com filhos maiores e menores de idade (8,16%).

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