
O médico amazonense, Glauto Tuquarre, de 49 anos, que morreu dentro de um avião a caminho de sua lua de mel nas Ilhas Maldivas, será liberado pelas autoridades do Catar, onde o voo fez escala, dentro de três dias. O oncologista, readicado em Teresina (PI) havia se casado no último sábado (23) com a publicitária Dutra Tuquarre, de 36 anos, e embarcado no domingo (24).
O casal partiu de São Paulo e durante o voo, na madrugada de segunda (25), ele passou mal, provalmente um infarto, e morreu após várias tentativas de reanimação por de médicos que viajavam na aeronave.
O avião pousou em Doha, capital do Catar, onde a embaixada do Brasil informou a família que o corpo deverá ser liberado em três dias.
Os trâmites burocráticos são para investigar as causas da morte do médico. A viúva Lícia Dutra Tuquarre, sairá antes do Catar e deverá chegar ao Brasil amanhã. Ele tinha uma filha, Júlia, de 11 anos, de outra relação.
Natural de Manaus, ele pesquisava o impacto da depressão no reaparecimento do câncer de mama e estava no primeiro ano de doutorado na Universidade Federal do Piauí (UFPI), instituição em que se formou em 1996.
Morando em Teresina há 20 anos, ele se se especializou em oncologia. Fez mestrado sobre câncer colorretal. Desde então, trabalhou em diversos hospitais, entre eles, em Caxias (MA), onde é concursado, em Teresina e em Parnaíba. Foi professor da Universidade Estadual do Piauí (Uespi) e atualmente fazia plantão em hospitais públicos e era sócio da Centro de Saúde e Diagnóstico Neurocentro na capital piauiense, que publicou nota de pesar nas redes sociais.
“Hoje nossa clínica não funciona com a mesma alegria, após saber do falecimento do doutor Glauto Tuquarre Melo, médico oncologista que fez da Neurocentro, por todo período que esteve conosco, um lugar melhor, mais qualificado e humano para quem chegasse”.


