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Amazonenses estão pagando o dobro para manter o arroz e feijão no prato

O arroz acumula alta de 19,25% no ano e o feijão já tem inflação acima dos 30%; diz IBGE

Os preços dos alimentos voltaram a pressionar o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que fechou agosto em 0,24%, contra 0,36% no mês anterior. Foi o maior índice para o mês desde 2016, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Nesta quarta-feira (9), a Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon), ligada ao Ministério da Justiça, notificou empresas e associações cooperativas ligadas à produção, distribuição e venda de alimentos da cesta básica para questionar a alta nos preços dos produtos. https://portalvoce.com/ministerio-da-justica-notifica-supermercados-e-empresas-por-alta-dos-precos-de-alimentos/

No Amazonas, produtos básicos, como arroz e feijão, estão com os preços lá em cima, chegando a dobrar os valores. Nesse cenário, as mais prejudicadas são as famílias de baixa renda.

Segundo o gerente da pesquisa feita pelo IBGE, Pedro Kislanov, o arroz (3,08% em agosto) acumula alta de 19,25% no ano e o feijão, dependendo do tipo e da região, já tem inflação acima dos 30%. Além disso, o feijão preto, muito consumido no Brasil, acumula alta de 28,92% no ano e o feijão carioca, de 12,12%.

Outros alimentos também sofreram as consequências, como o tomate, que subiu 12,98%, o óleo de soja, 9,48% e o leite longa vida, 4,84%, por exemplo. Na média, os alimentos para consumo no domicílio tiveram alta de 1,15% em agosto. Grande parte desses produtos fazem parte da cesta básica dos amazonenses.

Em pesquisa feita pelo IBGE, com o auxílio do Ministério da Saúde, foi levantado que o arroz e o feijão são os alimentos mais consumidos pelos brasileiros, ficando atrás apenas do café, entre junho de 2017 e julho de 2018. O café é consumido com mais frequência (78,1%), em seguida estão o arroz (76,1%) e o feijão (60%).

Representantes de grandes redes de supermercados consideram que o aumento de preços se acelerou por causa de fatores como a desvalorização do real, queda das importações e o crescimento da demanda interna. Nesse contexto, a Associação Brasileira de Supermercados (Abras) divulgou uma nota sobre o aumento.

“O setor supermercadista tem sofrido forte pressão de aumento nos preços de forma generalizada repassados pelas indústrias e fornecedores. A Abras vê essa conjuntura com muita preocupação”, dizem.

A Associação Amazonense de Supermercados (Amase) não se posicionou quanto ao apelo de segurar os preços da cesta básica, feito por Bolsonaro.

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