
Os secretários municipais de Manaus, Sabá Reis, da Limpeza, e Antônio Stroski, do Meio Ambiente, convocaram a imprensa no final da tarde deste sábado (13) para informar que que a prefeitura vai formalizar denúncia administrativa e criminal contra o deputado federal Amom Mandel (Cidadania) por crime ambiental.
A coletiva foi realizada no Aterro Sanitário de Manaus, no km19 da AM-010, estrada que liga Manaus a Itacoatiara, onde, local onde o deputado Amom despejou, em via pública, cerca de quatro toneladas de lixo, mesmo tendo sido orientado por funcionários do local a realizar o descarte em coletores autorizados.
Para o titular da Semulsp, Sabá Reis, independentemente do cargo, as pessoas precisam entender que existem regras em determinados locais e elas precisam ser respeitadas.
“Ele tentou invadir esse espaço. O aterro tem ordem. Aqui tem procedimentos, tem que ser autorizado. A gente precisa saber que tipo de lixo é, para dar a destinação correta”, explicou.

O secretário da Semmasclima, Antônio Stroski, afirmou que a Procuradoria-Geral do Município (PGM) já foi acionada para dar continuidade aos procedimentos legais.
“Qualquer um que faz o descarte irregular de lixo em via pública é passível de punição administrativa e também criminal. Nós, da prefeitura, já estamos tomando todas as providências em torno dessa irregularidade, prevista no Artigo 137 do Código Ambiental de Manaus”, disse.
Lembrando que a lei de crimes ambientais prevê pena de reclusão, de um a cinco anos, além de multa a quem incorrer em infrações por lançamento de resíduos sólidos, líquidos ou gasosos, ou detritos, óleos ou substâncias oleosas, em desacordo com as exigências estabelecidas em leis ou regulamentos.
Funcionário do Aterro Sanitário de Manaus há mais de um ano, Antônio Luiz Pires, de 54 anos, disse que teve uma bolsa, onde estavam pertences pessoais, levada por uma mulher que acompanhava o parlamentar.
“Eu sugeri que eles colocassem o material que eles trouxeram nos coletores autorizados, mas eles não quiseram ouvir. O motorista que dirigia uma das caçambas ameaçou até quebrar a cancela da portaria para entrar no aterro. No meio da confusão que se instalou, uma mulher loira, que acompanhava o deputado, levou a minha bolsa, onde estava um carregador, uns trocados (dinheiro) e minha térmica. Só quero que devolvam o que é meu”, declarou Antônio Pires.
Barrado
O deputado, que é pré-candidato à prefeitura de Manaus, se defendeu das acusações e chegou a tentar participar da coletiva dos secretários, mas foi impedido. Ele chegou a discutir com o secretário Sabá Reis, que barrou seu acesso ao local.
Para os jornalistas que acompanhavam toda a movimentação, Amon afirmou que a prefeitura tenta culpá-lo de jogar lixo na frente do aterro em uma ação rotineira que ele faz com voluntários nos fins de semana limpando igarapés da cidade. Depois escreveu nas suas redes sociais que vai provar que não praticou crime.


