
A Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq) publicou portaria que proíbe a cobrança da chamada “taxa de pouca água”, imposta por armadores internacionais no transporte de contêineres para Manaus.
A partir de agora, a taxa só poderá ser aplicada se o rio Negro atingir o nível de 17,7 metros, e ainda assim com aviso prévio às empresas para que possam se preparar.
A decisão da Antaq foi tomada após articulações de representantes da indústria e do comércio do Estado, que denunciaram à agência a prática de cobranças indevidas mesmo em períodos de cheia.
A “taxa de pouca água” vinha sendo justificada por empresas de navegação como uma compensação pelos custos adicionais durante a estiagem, quando o nível do rio fica mais baixo e a navegação se torna mais difícil.
Porém, segundo os empresários locais, a cobrança estava sendo mantida mesmo com o rio em condições normais, o que gerava aumento injustificado nos preços e prejudicava toda a cadeia produtiva da Zona Franca de Manaus.
Com a nova portaria, a Antaq estabelece parâmetros técnicos e transparência para qualquer reajuste tarifário, impedindo que empresas repassem custos sem comprovação hidrológica.
A decisão foi bem recebida por setores produtivos e logísticos da Amazônia, que vinham alertando para o impacto econômico da medida sobre a população e o comércio local.


