
A Câmara de Vereadores está realizando na tarde desta quinta-feira a sessão que deve decidir se um novo processo de impeachment contra o prefeito Marcello Crivella será aberto.
Para o processo ser iniciado, é necessário que a sessão tenha um quórum de no mínimo 26 dos 51 vereadores e a denúncia recebida pela maioria dos presentes para que o processo siga adiante. Pela proximidade das eleições e da revelação do esquema dos “Guardiões do Crivella” o resultado ainda é uma incógnita.
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O pedido inicial de impeachment foi feito pela bancada do PSOL e pela deputada estadual Renata Souza, pré-candidata à prefeitura do Rio, e ganhará anexo de outra solicitação feita pelo vereador Atila Nunes (DEM). A vereadora Teresa Bergher (Cidadania) foi quem conseguiu as assinaturas para CPI.
Crivella vai enfrentar duas outras iniciativas: o vereador Fernando William, líder do PDT, anunciou que ingressará com ação popular na Justiça. E Paulo Pinheiro (PSOL) encaminhou representação ao Ministério Público do estado.
Para o PSOL, a denúncia da existência de grupos denominados “Guardiões de Crivella” configura flagrante inobservância dos princípios da probidade administrativa, em especial da honestidade, imparcialidade e legalidade, além de possível crime de responsabilidade.
Organizar funcionários públicos, detentores de cargos de confiança, para impedir que sejam denunciadas situações de irregularidade no atendimento de saúde, e coibir, às portas dos hospitais, a atuação da imprensa, intimidando jornalistas, são práticas que apontam fortes indícios de improbidade administrativa e conduta incompatível com o cargo.
As pessoas participariam, ainda, de grupos de mensagens em que há indícios da participação do próprio prefeito, vigiando e incentivando a ação dos supostos “guardiões”.


