Política neutraliza economistas liberais que agora apoiam a estatização, o fim do teto de gastos, o fim das reformas, Estado robusto e “canetadas” na Petrobrás para manter os preços dos combustíveis

“Fantasia, o povo tem que aprender que ninguém pode viver de fantasia o tempo inteiro. É essa a estabilidade monetária que causa instabilidade social”. A declaração é do candidato do PT à Presidência da República Lula da Silva, contra o Plano Real – que estabilizou o país nos anos 90 – quando o então ministro da Economia de Itamar Franco, Fernando Henrique Cardoso, implantou a moeda com a equipe econômica formada por Pérsio Arida, Armínio Fraga, Pedro Malan e Edmar Bacha, que recentemente declararam apoio ao petista contra o atual presidente Jair Bolsonaro.
Além da oposição ao plano econômico, quando foi eleito presidente em 1994, Fernando Henrique também foi alvo de sistemático ataques petistas de “Fora FHC”, teve propriedade invadida pelo MST em Minas Gerais – com fotos dos invasores bebendo seus vinhos sentados no sofá – e precisou desmentir dossiês criados pelo PT contra ele e sua família.
FHC derrotou Lula duas vezes em 1994 e 1998, no primeiro turno. Nas duas situações governou sob forte resistência e oposição de Lula ao Plano Real. Mas passados os anos, os dois agora caminham juntos pela eleição do petista.
A adesão de Arida, Fraga, Malan e Bacha ao candidato do PT pode ser considerada uma contradição e um retrocesso na atual política econômica liberal do governo federal, que tem à frente Paulo Guedes.
Guedes tem realizado leilões de privatizações, conseguido reduzir a taxa de desemprego e a inflação, aumentar o PIB com o crescimento da economia e recolocar o país entre as maiores economias do mundo após a pandemia de Covid e a guerra da Russia e Ucrânia.
Lula tem dito nos seus discursos de campanha, que não tem um plano de governo – “a gente só vai ter um depois de ganhar” -, mas fala em acabar com o teto de gastos, estatizar empresas, criar novos ministérios, aumentar e criar um “Estado forte”, além de dar “canetadas” na Petrobrás para manter os preços dos combustíveis.


