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Após 10 horas foragido Adail Filho se entrega à polícia

Ele foi encaminhado ao IML onde realizou exame de corpo e delito e deve ser encaminhado para uma unidade prisional de Manaus

Foto: Divulgação

O prefeito de Coari, Adail Filho, se entregou, às 11h, desta quinta-feira (26) na sede do Ministério Público do Estado do Amazonas (MPAM), na Ponta Negra, Zona Oeste de Manaus. Ele chegou ao local, companhado do seu advogado.

Adail e a irmã, Mayara Pinheiro são alvos da operação Patrinus que apura a existência de um “esquema criminoso” que desviou aproximadamente R$ 100 milhões da Educação do município, distante 362 quilômetros de Manaus, entre 2017 e 2018.

Em nota enviada à imprensa às 11 de hoje, quando ainda era considerado foragido pela Justiça, o político afirmou ser inocente e que prestará todos os esclarecimentos desejados. Para ele, a medida de sua prisão temporária é desnecessária.

Leia também: MP cumpre mandato de prisão contra prefeito Adail Filho, que está foragido
https://portalnahora.com/mp-cumpre-mandato-de-prisao-contra-prefeito-de-adail-filho-que-esta-foragido/

Os mandados começaram a ser cumpridos por volta das 6h. Adail chegou a ser considerado foragido pelo MP-AM por algumas horas.

Outras três pessoas foram presas nesta quinta-feira (25): o sócio de uma rede de supermercados de Manaus Alexsuel Rodrigues, sócio da AMS Rodrigues, o sargento da PM, Fernando Luiz Lima Ferreira, além do presidente da Câmara de Coari, Keliton Batista.

Foram expedidos quatro mandados de prisão temporária e 70 mandados de busca pessoal e de busca e apreensão, cumpridos em domicílios, órgãos públicos e em sedes de empresas.

Operação Patrinus

A ação contou com quatro Promotores de Justiça e mais de 160 policiais, além de quatro técnicos da Controladoria-Geral da União (CGU), e a força policial cedida pela Delegacia-Geral da Polícia Civil do Estado do Amazonas.

Segundo o MP-AM, as investigações levaram mais de 18 meses. O órgão apura situações que aconteceram durante os anos de 2017 e 2018. Os valores envolvem fraudes a licitações, dispensas indevidas de licitações e contratos superfaturados, dos quais serão aferidos os valores efetivamente desviados.

A Operação Patrinus contou com a atuação de quatro Promotores de Justiça e mais de 160 policiais, além de quatro técnicos da Controladoria-Geral da União (CGU), e contou com a força policial cedida pela Delegacia-Geral da Polícia Civil do Estado do Amazonas.

Família investigada

Adail Filho e Mayara Pinheiro são filhos de Adail Pinheiro – acusado de chefiar uma rede de pedofilia em Coari.

Pinheiro foi preso pela primeira vez em 2008 durante a Operação Vorax, da Polícia Federal, por suspeita de desviar mais de R$ 40 milhões. À época, os policiais também colheram indícios de que Adail chefiava uma rede de exploração sexual que contava com servidores públicos para identificar e aliciar as vítimas.

Em 2014, o ex-prefeito ele foi denunciado por pedofilia e condenado por comandar um esquema milionário de fraudes em licitações e desvios de recursos públicos na Prefeitura de Coari.

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