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Após 30 dias, Bombeiros encerram buscas por paraquedista curitibano desaparecido no AM

Luiz Henrique Cardelli desapareceu em abril após grupo com 14 pessoas ser surpreendido por mudança brusca do tempo; uma mulher morreu

O Corpo de Bombeiros do Amazonas paralisou as buscas pelo paraquedista Luiz Henrique Cardelli, desaparecido desde 15 de abril após grupo que havia saltado em Manaus ser surpreendido por uma brusca mudança do tempo. Uma mulher morreu.

Segundo os bombeiros, Cardelli teria caído no Rio Negro após ser levado por fortes ventos. As buscas envolveram esforço coletivo entre diversos órgãos como Exército, Marinha, Polícias Civil e Militar e a Aeronáutica.

Ainda de acordo com o Corpo de Bombeiros, foi feita uma varredura em uma área de 600 quilômetros quadrados – os esforços localizaram corpos de outras pessoas que se afogaram no rio, mas sem sinal de Cardelli.

Após um mês de buscas, o Corpo de Bombeiros considerou as buscas encerradas, mas ressalta que qualquer nova informação sobre a localização do paraquedista deve ser compartilhada com a corporação, que reabrirá as buscas.

Desde o acidente, a Confederação de Paraquedismo suspendeu os saltos em Manaus até o fim da conclusão do relatório do acidente.

A Polícia Civil informou que as investigações do caso seguem em andamento. Em nota, a família do atleta afirmou que apoia as investigações e espera que seja feita justiça ao caso.

Relembre o caso

No dia 15 de abril, o atleta estava em um grupo formado por 14 paraquedistas que realizava saltos na capital amazonense, e foi surpreendido pelo forte vento e pela chuva que atingiu a cidade.

Durante o temporal, quatro atletas acabaram saindo da rota correta. Dois deles foram resgatados no mesmo dia, enquanto uma paraquedista foi encontrada no dia seguinte, já sem vida.

No dia 26 de abril, um vídeo divulgado pelo advogado e representante da família do paraquedista Luiz Henrique Cardelli, Athos Cardoso, mostra uma amiga do atleta questionando-o sobre o salto durante o mau tempo que fazia em Manaus no dia em que ocorreu o incidente.

Uma semana após o caso, a Confederação Brasileira de Paraquedismo (CBPq) determinou a suspensão das atividades de salto no Aeroclube Amazonas por 30 dias.

Confira o posicionamento da família

A família e os amigos choram a dor do desaparecimento, sobretudo por não ter qualquer vestígio de seu paradeiro, o que se pode imaginar a angústia e tristeza por parte de todos que o conheciam.

Luiz Henrique Cardelli é um guerreiro, mas não há dúvidas de que a tempestade previsível, o forte vento e a correnteza dificultaram muito sua luta intensa pela sobrevivência.

Nesse sentido, há uma via lógica e legítima a ser questionada. Nenhum “equipamento” foi capaz de prever a tempestade no mês de abril? Nenhum “equipamento” foi capaz de proibir e fechar a área de salto naquelas condições?

Sabe-se que, por óbvio, o paraquedista possui sua autonomia enquanto tomador de decisão. No entanto, acreditamos que todo paraquedista deve receber todas as informações essenciais à prática direta do esporte, que são intrínsecas à formação de uma decisão final.

Acreditamos no trabalho da Polícia Civil do Estado do Amazonas e seguimos vigilantes na busca por esclarecimentos.

Desejamos que todas as partes envolvidas prestem depoimentos, à exemplo de todos os paraquedistas que estavam na aeronave, piloto, mestres de salto, responsáveis técnicos pela região (RTA – RTAG), proprietários da escola de salto, Aeroclube de Manaus, bem como as demais instituições por intermédio de seus representantes: CINDACTA, Comando do Corpo de Bombeiros, Secretaria de Segurança Pública, Defesa Civil, Instituto Nacional de Meteorologia Defesa Civil, Instituto Nacional de Meteorologia (INMET), Centro de Previsão de Tempo e Estudos Climáticos (CPTEC), Exército, Aeronáutica e Marinha.

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