
O governo brasileiro divulgou neste domingo (22) uma nota oficial expressando grande preocupação com a escalada militar no Oriente Médio e condenando com “veemência os recentes ataques de Israel e dos Estados Unidos contra instalações nucleares no Irã”. O comunicado, assinado pelo Itamaraty, classifica as ações como violações claras da soberania iraniana e do direito internacional, além de representar sérios riscos à saúde de civis e ao meio ambiente.
O Brasil é um país amigo do Irã. Em julho do ano passado, o vice-presidente Geraldo Alckmin esteve na posse do presidente do Irã, Masoud Pezeshkian, e ficou a poucos metros de outro convidado ilustre, o chefe do Hamas, Ismail Haniyeh, que foi morto horas depois após a cerimônia pelo Exército de Israel.
Em março de 2923, dois navios de guerra do Irã atracaram no Porto do Rio de Janeiro, com visita autorizada pelo governo federal e publicada no Diário Oficial da União. A presença das embarcações, contudo, gerou protesto de autoridades dos Estados Unidos.
“Ataques armados a instalações nucleares representam flagrante transgressão da Carta das Nações Unidas e das normas da Agência Internacional de Energia Atômica”, afirma a nota do governo aos ataques realizados na noite da última sexta-feira (20).
O Brasil alertou para o potencial de desastres ambientais e contaminação radioativa, caso esses locais estratégicos sejam danificados em meio ao conflito.
O conflito completa nove dias neste domingo (22), a tensão crescente levanta a situação de brasileiros que vivem na região. De acordo com os dados mais recentes do Ministério das Relações Exteriores, de 2023, cerca de 14 mil brasileiros vivem em Israel. Já no Irã, a estimativa atual é de que entre 180 e 190 brasileiros residam no país.


