
Cinco horas e meia após o início da rebelião na Unidade Prisional do Puraquequara, em Manaus, o Secretário de Segurança Pública do Amazonas, Louismar Bonates, anunciou que o motim chegou ao fim. Presos fizeram sete agentes penitenciários reféns e protestavam desde o início da manhã. Não houve nenhuma morte durante as negociações, disse Bonates em frente ao presídio para os jornalista, no inicio da tarde deste sábado (2).
Bonates afirmou que os reféns não estão feridos e que a situação já está ”normalizada” na unidade. “Nenhum refém ferido gravemente, apenas arranhões, e nenhum preso foi ferido. A situação já está normalizada. As bombas que foram soltas foram só de efeito moral”, afirmou o secretário. Porém imagens que circulam na internet mostram internos sendo apunhalados com um tipo de material cortante.
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Durante a manhã, familiares que acompanhavam a rebelião do lado de fora do presídio chegaram a receber fotos em que apareciam corpos espalhados pelo chão. A SPP-AM negou qualquer registro de mortes dentro da unidade. “As imagens dos corpos no chão não procedem”,garantiu Bonates.
Desde as 6h deste sábado, quando iniciou a rebelião, equipes da Polícia Militar atuavam no local. O comandante-geral da PM, coronel Ayrton Norte, afirmou que o presídio foi “pacificado” por volta das 11h30. “Infelizmente eles quiseram partir pra agressão, começaram a quebrar telhas e jogar pedras nos policiais. Nós agimos dentro da legalidade. A área está pacificada e está sendo entregue novamente ao secretário de administração prisional”, disse o comandante.
Segundo Bonates, o motim dos presos teve como objetivo distrair os agentes para que os presos conseguissem terminar de cavar um túnel e em seguida fugirem do presídio. “Eles estavam tentando constantemente fazer uma tentativa de fuga aqui nessa penitenciária as outras duas foram abortadas eles viram então que a única solução seria fazer uma rebelião para distrair o pessoal enquanto eles cavavam um túnel. Não conseguiram novamente”.
O secretário disse ainda que não houve nenhuma morte e todos os reféns da rebelião estão bem, no entanto, alguns ficaram machucados como policiais que foram apedrejados pelos presos. Questionado sobre filmagens feitas por detentos de aparelhos celulares de dentro do presídio, ele, disse que será apurado como os aparelhos entraram na unidade prisional.
Sobre a possibilidade de haver casos de funcionários e detentos infectados com o novo coronavírus (Covid-19) na prisão, o secretário de Administração Penitenciária (Seap), Marcos Vinícius Almeida, descartou. Ele afirmou que medidas de segurança serão tomadas após a rebelião podendo haver transferências de presos e confirmou as imagens dos celulares de que parte da Unidade Prisional do Puraquequara foi danificada pelos detentos.


