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Após desabastecimento tamiflu deve voltar as farmácias nesta semana

Houve grande procura pelo tamiflu, em razão do aumento nos casos de síndromes respiratórias em Manaus e após desabastecimento, Prefeitura diz que unidades de saúde terão o medicamento a partir desta semana

Remédio Tamiflu usado para o tratamento de pacientes acometidos pelo vírus Influenza 

Em Manaus, farmácias das 14 Unidades Básicas de Saúde (UBS), referenciais para o atendimento das síndromes respiratórias e Covid-19, estarão abastecidas com 70 mil comprimidos de oseltamivir (tamiflu), segundo afirmou, neste domingo (3), a Prefeitura de Manaus. As unidades estavam sem abastecimento do medicamento. No mês de abril houve desabastecimento do medicamento, assim como a cloroquina/hidroxicloroquina.

De acordo com a Secretaria Municipal de Comunicação (Semcom), houve uma grande procura pelo tamiflu, em razão do aumento nos casos de síndromes respiratórias em Manaus, mas o Ministério da Saúde estava com problemas de abastecimento. Com o envio de lotes, os usuários com esse problema de saúde poderão retirá-lo nas farmácias.

Outro medicamento cuja demanda aumentou foi o antibiótico azitromicina, gerando dificuldade para encontrá-lo no mercado. “O município fez aquisição de 23 mil comprimidos, já tendo recebido cinco mil, que foram distribuídos nas farmácias das UBSs de horário ampliado. Para a próxima semana está prevista a entrega de 17 mil comprimidos”, diz o comunicado da Prefeitura.

Em relação a cloroquina/hidroxicloroquina, Magaldi esclarece que esses medicamentos são repassados pelo Ministério da Saúde, exclusivamente para o protocolo de tratamento da malária. No entanto, “diante do cenário de tratamentos profiláticos experimentais para a Covid-19, o mercado vem encontrando dificuldade em adquiri esses medicamentos por parte dos fornecedores”.

Epidemia de Síndrome Respiratória Aguda Grave

Entre novembro de 2019 e abril de 2020, o Amazonas registrou 500 casos de doenças incluídas na Síndrome Respiratória Aguda Grave. O cenário é de epidemia no estado. No total, durante esse período, 45 pessoas morreram por SRAG – dez foram por vírus respiratórios e 35 por outras síndromes respiratórias.

A Fundação de Vigilância em Saúde do Amazonas faz alerta para gripes e resfriados neste período de fortes chuvas que corresponde ao inverno amazônico. O órgão reforça a sazonalidade para as doenças incluídas na Síndrome Respiratória Aguda Grave.

A SRAG está relacionada a infecções respiratórias, é o que explica a diretora-presidente da FVS-AM, Rosemary Costa Pinto, epidemiologista de formação.

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