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Após Reino Unido, Portugal impõe lockdown

Coronavírus: Portugal volta a implementar medidas de lockdown em Lisboa

O primeiro-ministro de Portugal, António Costa, anunciou hoje novas restrições a partir de amanhã para a maior parte do país em decorrência do aumento de novos casos de coronavírus. No anúncio, o governo português pediu às pessoas para ficarem em casa —exceto aquelas que precisam ir ao trabalho, ir à escola ou fazer compras— e às empresas para mudarem para o trabalho remoto.

Costa disse, ainda, que as medidas vão abranger 121 municípios, incluindo as regiões de Lisboa e Porto. As regiões afetadas abrigam cerca de 70% da população portuguesa, de cerca de 10 milhões.

Segundo a rede de TV portuguesa SIC Notícias, outras medidas impostas pelo governo local são:

Encerramento de estabelecimentos comerciais a partir das 22h;

Restaurantes com grupos limitados a seis pessoas e funcionamento até às 22h30;

Eventos e celebrações limitados a cinco pessoas (com exceção do mesmo grupo familiar);

Home office obrigatório, com exceções. As novas medidas serão aplicadas às regiões que tenham acumulado 240 casos de covid-19 por cada 100 mil habitantes nos 14 dias anteriores.

Costa disse ainda que já solicitou uma audiência ao Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, para informar a posição do Conselho de Ministros sobre uma eventual declaração do estado de emergência em algumas regiões do país.

Portugal tem, atualmente, 141.279 casos de covid-19 e 2.507 mortes em decorrência da doença, de acordo com dados da Universidade Johns Hopkins.

Mas o número de novos casos tem acelerado. Por causa da piora na situação do país, o primeiro-ministro, Antonio Costa, convocou uma reunião extraordinária do Conselho de Ministros para hoje, visando definir “ações imediatas”.

Na semana passada, o governo de Portugal já havia proibido a circulação entre diferentes municípios do país para evitar que se descumpra o distanciamento social por causa do feriado do Dia de Todos os Santos, na ocasião.

Reino Unido

O anúncio ocorre poucas horas depois que o governo do Reino Unido anunciou o segundo lockdown devido ao aumento expressivo de novos casos de covid-19.

A pandemia já matou mais de 46 mil pessoas no país e o número de casos passou de 1 milhão. Este confinamento é menos restritivo que o de março e abril, mas o primeiro-ministro, Boris Johnson, declarou que não é uma medida que gostaria de tomar.

“Vocês precisam ficar em casa e devem deixar suas casas somente por razões específicas, incluindo educação e trabalho. Eu temo que atividades não essenciais, de lazer e espaços de entretenimento serão todos fechados”.

Johnson lamentou que a estratégia usada para tentar conter o coronavírus n”Nossa esperança era de que com o fortalecimento de ações local e fortalecimento de lideranças locais nos conseguíssemos taxas de infecção decrescente.”

O primeiro-ministro ressaltou que não será um lockdown tão extremo e restritivo como o ocorrido em março e abril. Mas Johnson afirmou que a partir de quinta-feira a mensagem é de proteger o sistema nacional de saúde, ficar em casa e salvar vidas.

*Com informações da Reuters, em Lisboa.

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